ABPA Alerta: Conflito no Oriente Médio Ameaça Exportações de Carne Brasileira

ABPA alerta: Conflito no Oriente Médio ameaça exportações de carne! A entidade pede socorro ao governo para proteger o setor e garantir o fluxo de embarques. Saiba mais!

20/03/2026 14:23

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(Imagem de reprodução da internet).

ABPA Pede Apoio Governamental para Mitigar Impactos do Conflito no Oriente Médio

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) tem feito um pedido urgente ao governo federal, buscando medidas de apoio para enfrentar os desafios impostos pela escalada do conflito no Oriente Médio. A entidade acredita que essa situação está impactando negativamente as exportações brasileiras de carne e, por isso, propõe a criação de mecanismos que possam proteger o capital de giro das empresas do setor.

Segundo a ABPA, o cenário atual exige soluções extraordinárias para lidar com os efeitos temporários causados por eventos geopolíticos. A associação defende a implementação de instrumentos que ajudem a preservar a capacidade das empresas de manterem suas operações regulares, apesar das dificuldades.

Propostas da ABPA para o Governo

Entre as sugestões apresentadas, destacam-se a criação ou ampliação de linhas de crédito emergenciais destinadas a exportadores. Além disso, a ABPA propõe o alongamento de prazos e a flexibilização das condições em operações de financiamento ao comércio exterior.

A entidade também defende a oferta de linhas de pré e pós-embarque com condições diferenciadas, por meio de bancos públicos. A ABPA acredita que esses mecanismos podem auxiliar na redução de riscos logísticos e financeiros, garantindo a liquidez necessária para que as empresas continuem com o fluxo de embarques.

Impacto Logístico e Aumento de Custos

O Oriente Médio desempenha um papel estratégico para o Brasil no comércio internacional, concentrando mais de 25% das exportações de carne de frango, pato e ovos. No entanto, a intensificação do conflito tem elevado os riscos operacionais em rotas importantes, como o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez.

Em resposta, armadores internacionais têm adotado medidas como o redirecionamento de rotas, ajustes operacionais e, em alguns casos, a suspensão de novos embarques para determinados destinos. Essas mudanças resultam em trajetos mais longos, com desvios via Cabo da Boa Esperança e o uso de portos intermediários, podendo aumentar o tempo de transporte em 10 a 15 dias.

Além do aumento no tempo de transporte, os exportadores brasileiros enfrentam custos adicionais com frete, seguros, sobretaxas de risco e a operação de contêineres refrigerados. A ABPA enfatiza que essa situação é um problema temporário, decorrente de fatores externos e não de questões estruturais do setor produtivo.

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