Acionista Hugo Shoiti Fujisawa pressiona Pão de Açúcar em nova AGE | PCAR3

Grupo Pão de Açúcar enfrenta nova disputa acionária! Acionista Hugo Shoiti Fujisawa propõe mudanças no conselho e estatuto. Veja os detalhes!

19/01/2026 15:16

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(Imagem de reprodução da internet).

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) recebeu uma nova solicitação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) apresentada pelo acionista Hugo Shoiti Fujisawa. A proposta visa à eleição de novos membros para o conselho de administração e à revisão do dispositivo estatutário que exige uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) em casos de aquisição de 25% ou mais do capital da companhia.

Esta é a segunda vez que Fujisawa apresenta uma solicitação similar. Anteriormente, em janeiro deste ano, ele, junto com Rafael Ferri, submeteu um pedido semelhante, que foi negado pela empresa na semana anterior, sob a justificativa de que ambos não possuíam o percentual mínimo de ações exigido por lei para convocar uma AGE.

A participação de Rafael Ferri no Grupo Pão de Açúcar é um elemento histórico da varejista. Ao longo do ano passado, Ferri se destacou por sua atuação ativa e por disputas com outros grupos de acionistas, buscando aumentar sua influência no conselho de administração.

A trajetória de Ferri está ligada a um caso anterior envolvendo a empresa Mundial de utensílios domésticos. Ferri foi condenado pela CVM por manipulação de mercado no caso da “bolha do alicate”, caracterizado pela valorização e posterior queda da empresa.

Recentemente, o Grupo Pão de Açúcar passou por mudanças significativas em seu comando. Alexandre Santoro, vindo da IMC, assumiu o cargo de CEO, substituindo Marcelo Pimentel, que renunciou em outubro do ano passado. Sirotsky Russowsky, que também era CFO e diretor de relações com investidores, renunciou, impactando negativamente o valor das ações da companhia.

Atualmente, Santoro ocupa as funções de CEO e CFO de forma interina, elevando o risco de execução devido à sua recente chegada à empresa. Russowsky liderava as negociações tributárias e o processo de desalavancagem, funções que agora precisam ser assumidas por Santoro.

As mudanças no comando ocorrem em paralelo com a tomada de controle da companhia pela família mineira Coelho Diniz, que se tornou a principal acionista no ano passado. Essa família superou a participação da Segisor, que detém pouco mais de 20% do capital, após uma reorganização societária envolvendo a Casino, antiga controladora do Grupo Pão de Açúcar.

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