Ações da Prio3 caem com tensão geopolítica após ataque à Venezuela

Ações da Prio3 (PRIO3) caem com a crise na Venezuela! Ataque dos EUA e prisão do presidente geram aversão ao risco no mercado. Confira!

05/01/2026 14:44

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(Imagem de reprodução da internet).

As ações da Prio3 (PRIO3) apresentaram uma forte queda nesta segunda-feira, 5 de maio, em um dia de pregão marcado por uma crescente aversão ao risco no mercado brasileiro. O movimento de queda se intensificou após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a subsequente prisão do presidente venezuelano, um evento que gerou preocupações sobre instabilidade política e seus potenciais impactos no setor de energia.

Por volta das 14h (horário de Brasília), os papéis da Prio3 estavam caindo 2,32%, com o preço de negociação em R$ 40,79. A situação refletia uma cautela geral do mercado, onde investidores tendem a reduzir a exposição a ativos relacionados a commodities, mesmo quando o preço do petróleo está em alta.

Impacto da Tensão Geopolítica

A queda das ações da Prio3 está inserida em um cenário mais amplo de realização de ganhos no setor de óleo e gás. A principal causa do movimento é a tensão geopolítica, com o ataque aos EUA à Venezuela e a prisão do presidente, que aumentaram a incerteza e o risco no mercado.

Gestores de investimento observam que o aumento do risco geopolítico eleva a volatilidade e provoca ajustes rápidos nas carteiras de investimento. A prioridade, nesses momentos, é proteger o capital, e não necessariamente buscar oportunidades de investimento.

Reações em Outras Petroleiras

O sentimento negativo não se limitou à Prio3. As ações da Petrobras também apresentaram queda, com os papéis ordinários caindo 2,20%, a R$ 31,59, e os preferenciais recuando 2,31%, a R$ 30,00. Outras empresas do setor, como a PetroReconcavo (RECV3), com queda de 0,82% a R$ 10,92, e a Brava Energia (BRAV3), com a maior desvalorização do grupo, de 6,12% a R$ 15,65, também acompanharam a tendência.

Preço do Petróleo e Volatilidade

Apesar da alta do petróleo no mercado internacional, com o barril do tipo Brent subindo 1,38% a US$ 61,59, a Prio3 não conseguiu se beneficiar dessa dinâmica. Isso demonstra que, no curto prazo, o risco político tem mais peso do que o preço da commodity.

Investidores, nesses momentos, tendem a focar menos nos fundamentos individuais das empresas e mais no cenário global. A Prio3, portanto, reflete o ajuste geral de risco, e não uma mudança estrutural na companhia.

Recomendações para Investidores

Nos próximos pregões, o mercado continuará acompanhando de perto os desdobramentos diplomáticos envolvendo a situação na Venezuela. Além disso, espera-se que o preço do petróleo Brent apresente oscilações adicionais. Para investidores que acompanham a Prio3, a palavra-chave principal é a volatilidade. É fundamental avaliar o horizonte de investimento e manter uma disciplina rigorosa na gestão de risco, considerando que o noticiário internacional continuará a influenciar o setor.

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