A Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou à Justiça Federal a continuidade da cobrança de mais de R$ 730 milhões referente à compensação financeira da Companhia de Ferro Velho (Cfem), relacionada à exploração de recursos minerais. A 9ª Vara Federal de Execução Fiscal do Rio de Janeiro julgou improcedentes os embargos apresentados pela mineradora, confirmando a validade dos cálculos da Agência Nacional de Mineração (ANM).
A decisão foi dada em primeira instância e a Vale informou que buscará recursos.
O cálculo da compensação da Cfem foi baseado no valor final das vendas de produtos minerais exportados, e não no valor da transação entre a controladora e suas subsidiárias, conforme apurado pelo Valor Econômico. A empresa Vale argumentara que o cálculo deveria ser feito a partir das vendas realizadas às controladas no exterior, considerando-as o “valor real” da exportação.
A Vale (VALE3) anunciou, em nota oficial, que sua unidade de metais básicos está negociando a formação de uma joint venture de cobre com a Glencore no Canadá. A parceria visa à produção de aproximadamente 880 mil toneladas do metal de transição energética ao longo de 21 anos.
Segundo informações da Reuters, via Investing.com, as empresas teriam participações iguais no projeto, com expectativa de “sinergias significativas”.
Os trabalhos de engenharia, licenciamento e consulta estão previstos para 2026, com a decisão final de investimento esperada para o primeiro semestre de 2027. A joint venture entre a Vale Base Metals e a Glencore visa explorar conjuntamente o potencial de desenvolvimento de cobre em uma área já explorada, em suas propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury.
O acordo utiliza a infraestrutura existente da Mina Nickel Rim South da Glencore, incluindo o “shaft” e galerias para acessar depósitos de cobre próximos.
A mineradora brasileira destaca que, devido à geologia polimetálica da Bacia de Sudbury, as empresas também produzirão, além do cobre, níquel, cobalto, ouro, metais do grupo da platina (PGMs) e outros minerais críticos.
