Alerta de Desequilíbrio Fiscal: Economistas Preveem Risco para Economia Brasileira

Alerta de crise! Desequilíbrio fiscal preocupa economistas e pode afundar a economia brasileira. Mansueto Almeida prevê ajuste urgente e radical. Saiba mais!

06/05/2026 16:13

2 min

Alerta de Desequilíbrio Fiscal: Economistas Preveem Risco para Economia Brasileira
(Imagem de reprodução da internet).

Desequilíbrio Fiscal Alerta Economistas e Pode Ameaçar a Economia Brasileira

O Brasil enfrenta um momento econômico que, apesar de não ser um dos piores, apresenta um fator preocupante: o desequilíbrio fiscal. Segundo o economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, essa situação, se não for tratada com urgência pelo governo federal, pode comprometer o futuro da economia do país.

A preocupação foi expressa durante o ETF Day, evento realizado nesta quarta-feira (6), para assessores de investimento.

Almeida defendeu que um ajuste fiscal é inevitável, independentemente do resultado das próximas eleições. No entanto, ele ressaltou que esse ajuste deve ser significativamente diferente do que foi implementado nos últimos quatro anos, marcados por um aumento tanto na receita quanto na despesa do governo.

O economista criticou o fato de o crescimento da despesa central ter atingido 20% em 2025, um valor considerado elevado em comparação com outros países, considerando que a receita também aumentou de forma expressiva.

Ajuste Fiscal Focado na Despesa e Juros

O economista enfatizou que um ajuste fiscal com aumento de receitas e despesas, em um cenário de pleno emprego, é um fator inflacionário. Ele argumentou que o Brasil não pode simplesmente aumentar a carga tributária anualmente, especialmente considerando que não é um país rico, mas sim um país em desenvolvimento.

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Almeida defendeu que o próximo governo deve focar no controle da despesa, o que abriria caminho para um “corte muito rápido” nas taxas de juros.

Expectativas para a Selic e a Inflação

Almeida também expressou preocupações com as expectativas para a taxa Selic e a inflação em 2026. Apesar do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ter apresentado um crescimento de cerca de 1% no primeiro trimestre, em um cenário de taxas de juros elevadas, a expectativa para a Selic no final do ano aumentou de 11% para 13,25%.

A inflação projetada pelo BTG também subiu para 4,9% em 2026, com a possibilidade de ultrapassar 5%, devido aos possíveis efeitos do El Niño nos preços dos alimentos.

Além disso, o economista alertou para a preocupação com as projeções de inflação para 2028, que estão em alta, o que indica que a política monetária não será suficiente para controlar a inflação, apesar dos juros altos. Essa situação representa um desafio para o Banco Central, que precisa ser mais conservador em suas decisões.

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