Alerta nuclear: Foguete norueguês provoca pânico e crise com Yeltsin

Alerta nuclear: foguete norueguês causa tensão internacional em 1995. Incidente testou limites da paz após ação de Boris Yeltsin.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Em 25 de janeiro de 1995, um dia qualquer na cidade de São Paulo, um incidente quase catastrófico testou os limites da tensão internacional. Um foguete norueguês, lançado com o objetivo de estudar a aurora boreal, quase desencadeou uma crise nuclear.

A situação se agravou quando técnicos militares detectaram um sinal incomum em suas telas, indicando o lançamento de um foguete próximo à costa da Noruega.

O cenário da época, marcado pelo fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim, gerava uma esperança de paz. A percepção de que as tensões nucleares haviam diminuído aumentava a cautela global. No entanto, a situação se tornou tensa quando se descobriu que o então presidente russo, Boris Yeltsin, havia acionado a ‘maleta nuclear’ pela primeira vez, levantando a questão da retaliação.

A proximidade de um ataque nuclear era alarmante. Estimativas indicavam que um míssil lançado de um submarino norte-americano poderia atingir Moscou em apenas 15 minutos, carregando até oito bombas nucleares. A decisão de Yeltsin de acionar a maleta nuclear intensificou a urgência da situação, com os conselheiros russos ponderando se deveriam ou não retaliar.

Apesar da gravidade da situação, o maior problema residia na falha de comunicação. O foguete norueguês, que não entrou no espaço aéreo russo, teve como destino seu local de origem. Posteriormente, um representante do Ministério da Defesa da Noruega afirmou que o lançamento foi realizado de forma pacífica, parte de um programa científico de pesquisa rotina com o objetivo de coletar informações sobre a aurora boreal.

A notícia de um alerta de ataque nuclear se espalhou rapidamente pelo mundo, gerando pânico. Apesar do alarme falso, funcionários do Ministério da Defesa russo permaneceram céticos, considerando que era “cedo demais para afirmar” a intenção por trás do lançamento.

A falta de comunicação entre os países agravou a situação, mas, felizmente, o mundo evitou um desastre.

A informação de que o lançamento ocorreria foi comunicada previamente por Kolbjørn Adolfsen, cientista norueguês, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores em 14 de dezembro, informando a todos os países envolvidos.

Sair da versão mobile