Alexandre Baldy e a BYD: Como a política moldou o sucesso automotivo no Brasil?
Alexandre Baldy e a BYD: entenda como a influência política moldou o sucesso da gigante chinesa no Brasil. Saiba o que ele defende em Brasília!
A Influência Política de Alexandre Baldy no Crescimento da BYD no Brasil
Em um setor que historicamente depende muito da articulação política, o conhecimento de Alexandre Baldy sobre esse universo foi crucial para o crescimento da BYD no Brasil. Por isso, o ex-deputado federal assumiu o cargo de Vice-Presidente Sênior da gigante chinesa em 2024.
Baldy possui um histórico relevante, tendo comandado a Agência Goiana de Habitação (Agehab), atuado como ministro das Cidades no governo Temer e também como secretário de Transportes de Dória.
Atuação Estratégica e Articulação Regulatória
Segundo informações, Baldy participa ativamente de reuniões com o presidente Lula, defendendo publicamente os benefícios fiscais concedidos ao setor automotivo. Ele também trabalha na estruturação do desenho regulatório que guia as operações da BYD no país.
Ele frequentemente ressalta o contraste entre o ambiente regulatório brasileiro e as barreiras impostas por mercados como os Estados Unidos e a União Europeia. A Anfavea, associação das montadoras no Brasil, construiu grande influência em Brasília ao longo do tempo.
O Perfil Ideal para a Mudança de Foco
É interessante notar que o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já foi VP da BYD para a América Latina quando o foco da empresa era em ônibus elétricos e mobilidade urbana. Contudo, quando o foco da operação no Brasil migrou para automóveis e a política industrial, Baldy se tornou o perfil mais adequado para a função.
Resultados e Perspectivas da BYD no Mercado Nacional
Em relação ao mercado, Alexandre Baldy descreveu para o Estado de S.Paulo os benefícios de importação de elétricos como sendo “pactuados” com o governo. Ele também pressionou Lula por novas cotas para a entrada de carros com produção finalizada em Camaçari, sem a incidência de impostos.
A BYD se beneficiou muito da manutenção da tarifa zero sobre veículos elétricos importados até o final de 2023, período em que a empresa conseguiu construir sua marca e sua base de clientes no país.
Apoio Governamental e Vendas Recordes
Em julho de 2025, a Câmara de Comércio Exterior aprovou uma cota de US$ 463 milhões para a BYD importar kits SKD e CKD, com alíquota zero por seis meses. Esses kits contêm veículos parciais ou totalmente desmontados.
Essa combinação entre articulação política e estratégias de marketing permitiu que a empresa vendesse 4.300 carros em apenas 48 horas, faturando R$ 700 milhões em um único fim de semana.
O Futuro da Produção Local
Segundo a própria marca, a BYD planeja avançar na nacionalização da produção em Camaçari nos próximos meses. Nesta primeira etapa, a fábrica continuará operando com montagem em SKD, utilizando kits importados.
A meta de longo prazo, contudo, é que a produção seja totalmente local. Assim, a fábrica brasileira visa se consolidar como um polo de inovação para toda a América Latina.
Autor(a):
Redação
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