Alexandre Santoro assume CEO do Pão de Açúcar em meio a desafios e reestruturações

Grupo Pão de Açúcar busca reestruturação com nova gestão e desafios financeiros. Alexandre Santoro assume como CEO, enquanto dívida de R$ 2,7 bilhões preocupa.

05/01/2026 11:20

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(Imagem de reprodução da internet).

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) iniciou 2026 com uma nova direção, liderada por Alexandre Santoro, que assumiu o cargo de CEO, substituindo Marcelo Pimentel, que renunciou em outubro do ano anterior. Paralelamente, Rafael Sirotsky Russowsky deixou a presidência, cargo que ocupava de forma interina, mantendo suas funções como vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores.

A transição ocorre em um período de instabilidade para a varejista.

Nova Gestão na IMC

A Internacional Meal Company (IMC), detentora de marcas como Frango Assado, Pizza Hut e KFC, nomeou Natália Lacava como CFO, assumindo o cargo vago de forma interina. Essa mudança ocorre após a saída de Marcelo Pimentel da liderança do GPA.

Ações em Queda no Ibovespa

No momento da divulgação, as ações do GPA apresentavam uma das maiores quedas no Ibovespa, com desvalorização de 1,52%, negociadas a R$ 3,90. Esse cenário reflete a incerteza em torno da empresa.

Novas Participações no Capital Social

Em agosto de 2025, a família Coelho Diniz, proprietária de uma rede de supermercados similar, aumentou sua participação no capital social do GPA para 24,6%, elevando-se a se tornar a maior acionista da companhia, ultrapassando a Segisor, uma empresa francesa com pouco mais de 20% do capital.

Histórico da Segisor como Acionista

A Segisor se tornou acionista após uma reorganização societária realizada em 2015, liderada pela Casino, antiga controladora do Grupo Pão de Açúcar. Essa movimentação demonstra a complexidade das relações societárias envolvendo a varejista.

Dívida Elevada e Desafios para o Novo CEO

Um ponto crítico na situação do GPA é a dívida considerada impagável, que atingiu R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em 3,1 vezes, um nível elevado segundo analistas.

O novo CEO, Alexandre Santoro, enfrenta o desafio de negociar com os credores para reestruturar a dívida.

Cenário para a Ação

Para que a ação do GPA se torne viável de imediato, seria necessária uma conversão de dívida de quase R$ 3 bilhões, o que implicaria que a empresa valesse mais do que esse valor. No entanto, o valor atual da ação está abaixo de R$ 1,9 bilhão (dados do Trademap), indicando um cenário desafiador para o novo líder.

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