Alliança Saúde prorroga aumento de capital em meio a investigações sobre Tanure

Alliança Saúde prorroga aumento de capital em meio a investigações sobre Nelson Tanure. AARL3 busca reestruturação financeira e o direito de preferência é estendido

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(Imagem de reprodução da internet).

Prorrogação do Capital da Alliança Saúde em Meio a Investigações Financeiras

Em um cenário de crescente escrutínio financeiro, a Alliança Saúde e Participações (AARL3) anunciou na quinta-feira (15) a prorrogação do prazo para o exercício do direito de preferência em seu aumento de capital de R$ 797,3 milhões. A medida ocorre em meio às investigações envolvendo o controlador Nelson Tanure no caso do Banco Master e em outras operações financeiras.

O objetivo principal da capitalização era fortalecer a estrutura financeira da companhia, que busca se reestruturar após um período de dificuldades.

O direito de preferência garante que os acionistas existentes tenham a oportunidade de comprar novas ações, preservando sua participação percentual na empresa. Essa prorrogação é comum em momentos de menor apetite por novos investimentos ou quando a empresa avalia que parte dos investidores ainda não se posicionou.

A situação de Nelson Tanure, controlador da Alliança Saúde, tem sido alvo de investigações da Polícia Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Investigações em Curso e Ligações com o Banco Master

As investigações sobre Tanure se concentram em supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, incluindo o uso de fundos da Reag (gestora investigada na operação Carbono Oculto) para retirar recursos do banco. A Polícia Federal está apurando possíveis crimes financeiros, enquanto a CVM analisa a oferta pública de aquisição (OPA) realizada por Tanure na Alliança há mais de dois anos, que consolidou seu controle sobre a empresa.

CVM Apura Irregularidades na OPA e Ligações com o Banco Master

A CVM também investiga possíveis conexões entre Tanure e o Banco Master em outra investigação, que apura a manipulação de mercado nas ações da Ambipar (AMBP3). A autarquia analisa indícios de atuação coordenada entre o controlador da empresa e investidores relevantes, com compras concentradas em curto período, em paralelo a eventos corporativos, o que teria distorcido a formação de preços.

A CVM também está analisando a atuação do FIP Fonte de Saúde Multiestratégia — fundo ligado a Tanure — e da MAM Asset Management, gestora associada ao Banco Master.

Impacto da Situação Financeira de Tanure e Pressão sobre a Alliança Saúde

A situação financeira de Nelson Tanure tem gerado pressão sobre a Alliança Saúde. A empresa está inserida em um processo mais amplo de reorganização financeira do empresário, que renegociou uma dívida de R$ 1,2 bilhão ligada à aquisição da Ligga Telecom, com o passivo alongado por até dois anos e com compromisso de venda de ativos.

A CVM também está analisando a possibilidade de Tanure utilizar novos financiamentos, dando ações da companhia de energia como garantia. A situação financeira de Tanure e a Alliança Saúde tem gerado incertezas sobre a capacidade da empresa de realizar investimentos bilionários, como o aumento de capital previsto para este ano.

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