Alocação de Ativos em 2026: Estratégias para Investidores com Expectativas de Corte na Selic
Alocação de Ativos em 2026: Estratégias para o Investidor. Marcelo Bolzan analisa o cenário de cortes na Selic e sugere alocação diversificada para o investidor
Alocação de Ativos em 2026: Estratégias para o Investidor
O ano de 2026 apresenta um cenário de oportunidades e desafios para o investidor. Com a expectativa de cortes na taxa Selic e um cenário geopolítico em constante mudança, a alocação de ativos se torna um fator crucial para o sucesso. Marcelo Bolzan, sócio e head comercial da The Hill Capital, discute essas estratégias no painel do evento Onde Investir 2026, destacando a importância de ajustar a carteira para capturar oportunidades e mitigar riscos.
Expectativas para 2026
A principal tese de investimento para o primeiro trimestre de 2026 é a expectativa de cortes na taxa Selic, que deve encerrar o ano na casa dos 12% ao ano. Esse cenário exige que os investidores abandonem a segurança da Selic e busquem rentabilidades mais elevadas em outras classes de ativos.
A chave para o sucesso reside na alocação correta, considerando a volatilidade do mercado e as oportunidades que surgirem.
Renda Fixa e Inflação
Dentro da renda fixa, os títulos indexados à inflação são a principal forma de proteção, especialmente com a queda dos juros. Bolzan recomenda títulos com vencimentos mais longos, na faixa de sete a dez anos, como os papéis com prazo em torno de 2035, para se beneficiar da inflação e da redução da Selic.
Já nos prefixados, a preferência é por prazos mais curtos — em torno de três a quatro anos — para travar taxas sem assumir volatilidade excessiva.
Alocação por Perfil de Investimento
Para um perfil intermediário, a alocação recomendada é de 70% em renda fixa. Dentro dessa fatia, 30% são destinados a títulos pós-fixados, como reserva de liquidez e proteção. Os outros 30% são alocados em papéis atrelados à inflação, que oferecem juros reais elevados.
Os 10% restantes são direcionados a títulos prefixados com vencimentos mais curtos. Para um perfil arrojado, a renda fixa representa 50% do portfólio, com 25% em multimercados e 25% em ações brasileiras. Para investidores conservadores, a renda fixa sobe para 90%, com 5% em multimercados e 5% em ações brasileiras.
Diversificação e Longo Prazo
Bolzan enfatiza que o resultado dos portfólios de investimento vem principalmente da alocação entre as classes de ativos, representando cerca de 90% do desempenho. A escolha do produto ou o momento exato de entrada respondem por apenas 10%. Portanto, manter o controle da diversificação é fundamental para o sucesso a longo prazo.
Conclusão
Em resumo, a alocação de ativos em 2026 exige flexibilidade, diversificação e um olhar atento às expectativas do mercado. A chave para o investidor é ajustar a carteira de acordo com o perfil de risco e as oportunidades que surgirem, buscando rentabilidades elevadas sem comprometer a segurança do capital.
Autor(a):
Redação
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