Amazon intensifica ataque à logística e Mercado Livre no Brasil – Análise

Amazon intensifica atuação no Brasil e ataca Mercado Livre com logística barateada. Gigante americana busca aumentar participação no mercado, oferecendo condições para vendedores

08/01/2026 17:50

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Amazon intensificou sua atuação no Brasil, direcionando esforços não apenas aos consumidores, mas principalmente aos vendedores que compõem o marketplace. Segundo um relatório do BTG Pactual, a gigante americana busca aumentar sua participação no mercado brasileiro, em meio a uma crescente disputa com o Mercado Livre (MELI34) e a Shopee, de Singapura.

A empresa implementou medidas para atrair mais vendedores, buscando consolidar sua posição no e-commerce nacional.

Incentivos e Condições para Vendedores

Uma das principais ações da Amazon envolve a permissão para que vendedores entrem no marketplace sem o pagamento de comissões. Em troca, a empresa exige o cumprimento de certas condições, como o investimento de 3% das vendas em publicidade, a manutenção de mais de 80% das unidades no Fulfillment by Amazon (FBA) e o aumento do volume de vendas dentro da operação logística da companhia.

Durante a Black Friday, a Amazon também zerou as taxas de armazenamento e envio do FBA, intensificando sua ofensiva.

Estratégia Comprovada em Outros Mercados

Essa estratégia não é inédita. A Amazon já testou abordagens semelhantes em outros mercados. Nos Estados Unidos, a empresa optou por não aumentar as taxas de FBA e de indicação, além de reduzir os custos de fulfillment para itens grandes e volumosos, e lançou o programa “FBA New Selection”, que isentava taxas para novos produtos.

Essas ações impulsionaram a entrada de produtos de baixo preço e o crescimento de vendedores independentes, contribuindo para o aumento das vendas no segmento de terceiros.

Logística como Campo de Batalha

Na Europa, a Amazon reduziu as taxas de fulfillment para pacotes e itens grandes em 2025, visando aumentar a adesão ao FBA e expandir o sortimento disponível. No Japão, a empresa cortou as taxas mensais de armazenamento no mesmo ano. Em todos esses casos, o padrão se repete: subsídios no curto prazo para destravar crescimento estrutural no marketplace.

No Brasil, o movimento ganha contornos ainda mais estratégicos, com a logística se tornando um novo campo de batalha do e-commerce.

Conclusão

Ao baratear agressivamente a logística, a Amazon ataca diretamente um dos maiores diferenciais do Mercado Livre, que historicamente ditou as regras da economia de entregas no país. Essa estratégia, combinada com a busca por publicidade dos vendedores, cria um ciclo que pode garantir a sustentabilidade da iniciativa a longo prazo.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real