Ambipar promove mudanças na diretoria em meio a crise e reconstrução da governança

Ambipar (AMBP3) promove mudanças na diretoria em meio a crise financeira. Ricardo Rosanova Garcia renuncia como CFO, após atuar como DRI. Novo CFO é Renato Ferreira dos Santos, ex-Gol e Blau Farmacêutica

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(Imagem de reprodução da internet).

Em um cenário de instabilidade financeira e reestruturação da governança, a Ambipar (AMBP3) promoveu mudanças significativas em sua diretoria. Ricardo Rosanova Garcia, que exercia simultaneamente os cargos de Diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (DRI), renunciou após apenas quatro meses no cargo, tendo assumido a posição no final do ano anterior, após a demissão do então CFO, apontado pela própria empresa como principal responsável pela deterioração da saúde financeira da companhia.

Antes de ocupar a função de CFO, Garcia atuava como Diretor de Relações com Investidores (DRI) da Ambipar desde 2023. A empresa expressou confiança no novo diretor, Renato Ferreira dos Santos, que foi promovido do cargo de gerente de RI do grupo, onde atuava desde outubro de 2022, e possui experiência anterior em RI de empresas como Gol (GOLL54) e Blau Farmacêutica (BLAU3).

Thiago da Costa Silva assume a função de Diretor Financeiro (CFO), com trajetória na Ambipar desde setembro de 2014, conforme seu perfil no LinkedIn.

Mudanças na Estrutura da Diretoria

A reestruturação da diretoria da Ambipar, que também envolveu cargos operacionais e adjuntos, foi revelada através da ata da reunião do conselho de administração, e não no comunicado formal enviado à CVM. A nova diretoria possui mandato previsto para o próximo triênio.

Mandato e Reorganização

A eleição dos novos executivos visa o término do mandato de 2023 a 2026, com o mandato unificado estendendo-se até a primeira reunião do conselho após a assembleia geral ordinária que deliberará sobre as contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2028.

Crise e Reconstrução

As mudanças ocorrem em um momento de crise financeira e reconstrução da governança, após a Ambipar ter identificado falhas na execução de práticas de governança e gestão de riscos, e reconhecido a responsabilidade do então CFO, João Arruda, na deterioração da situação financeira.

A empresa implementou um plano de reconstrução após a demissão de diversos executivos em áreas como jurídica, de RH, tributária, financeira, relações com investidores, integração e controladoria corporativa.

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