Americanas enfrenta nova arbitragem bilionária: Lemann, Sicupira e Telles no centro do caso!
Americanas enfrenta nova turbulência: arbitragem de R$ 12,8 bilhões! Investidores buscam Lemann, Sicupira e Telles. Crise expõe fraudes e questiona governança. Saiba mais!
A Americanas (AMER3) continua a enfrentar desafios legais, com a empresa dando andamento a uma nova arbitragem de valor de R$ 12,8 bilhões. Essa iniciativa, a terceira desse tipo movida por investidores desde a revelação do escândalo, busca obter reparação pelos danos decorrentes do rombo contábil de mais de R$ 25 bilhões, que veio à tona no início de 2023.
Investidores Envolvidos
O processo não se limita à companhia. Além da Americanas, os investidores buscam responsabilizar figuras-chave como Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que foram acionistas de referência e controladores da empresa até 2021, juntamente com ex-executivos e membros da alta administração.
O Pedido na Arbitragem
O grupo de investidores solicita ressarcimento e indenização por perdas sofridas após a divulgação das inconsistências contábeis, que causaram uma queda drástica nas ações da empresa na B3. Eles argumentam que foram induzidos a erro por demonstrações financeiras fraudulentas e buscam a condenação da Americanas e de seus acionistas de referência ao pagamento de indenizações por prejuízos diretos.
A Tese Central
Os investidores defendem que, entre 2013 e o fim de 2023, os acionistas pagaram valores excessivos pelas ações, baseados em informações que não refletiam a real situação econômica e financeira da empresa. Se o rombo já fosse conhecido pelo mercado, o preço dos papéis teria sido significativamente menor.
Responsabilização de Acionistas e Conselhos
Além da companhia, o grupo pede que determinados acionistas de referência respondam solidariamente pelos danos, com a devolução de supostas vantagens indevidamente percebidas ao longo dos anos. Também solicitam a responsabilização de membros do conselho de administração e do conselho fiscal.
O Escândalo e Suas Consequências
O caso Americanas teve seu ponto de virada em 11 de janeiro de 2023, quando a varejista comunicou ao mercado um rombo estimado em R$ 25,2 bilhões. Esse número aumentou para mais de R$ 6 bilhões nos meses seguintes, desencadeando uma fuga de investidores e expondo fragilidades nos mecanismos de controle e governança da empresa.
As investigações revelaram que a diretoria anterior manipulou demonstrações financeiras e ocultou informações relevantes.
Investigações em Andamento
Em março de 2025, a CVM, em conjunto com outros órgãos reguladores, investigou a atuação de bancos, administradores e intermediários que mantinham relações comerciais com a Americanas, além de membros dos conselhos de administração e fiscal e integrantes de comitês de assessoramento.
A CVM também abriu um processo administrativo sancionador contra a Americanas e ex-executivos, administradores e conselheiros, acusados de infrações no mercado de capitais.
Autor(a):
Redação
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