Americanas: Escândalo Bilionário Revela Fraude e Incertidões no Mercado

Americanas: Escândalo bilionário completa 1 ano com incertezas. Fraude contábil exposta em 2023, gerando crise e recuperação judicial. Investigações contra Miguel Gutierrez e outros envolvidos

13/01/2026 17:03

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(Imagem de reprodução da internet).

Americanas: Um Aniversário de Escândalo e Incógnitas

A história da Americanas, um dos maiores capítulos de crise no mercado de capitais brasileiro, completa um marco significativo nesta semana, ainda permeada por incertezas e consequências de um escândalo bilionário. A revelação de inconsistências em seus balanços, em janeiro de 2023, expôs uma fraude contábil que abalou a confiança do mercado e desencadeou uma série de eventos que transformaram a trajetória da empresa.

As Raízes da Crise

A crise surgiu com a divulgação de operações de risco sacado, contabilizadas de forma indevida ao longo de anos. O rombo inicial, estimado em R$ 25,2 bilhões, levou à saída imediata da diretoria, à queda acentuada das ações na bolsa de valores e, posteriormente, ao pedido de recuperação judicial.

O caso expôs fragilidades na governança corporativa da empresa, levantando questionamentos sobre a atuação de auditores, bancos e órgãos de fiscalização.

Investigações e Processos em Andamento

O caso Americanas envolve investigações criminais, administrativas e autorregulatórias em andamento, buscando apurar desde fraude contábil e manipulação de mercado até falhas graves de governança. A B3 instaurou e julgou um processo de enforcement contra a Americanas, seus conselheiros e membros do comitê de auditoria, mas a decisão final ainda não foi divulgada.

Multas foram impostas a conselheiros por falhas na gestão da companhia, e as defesas dos executivos apresentaram recursos.

Principais Envolvidos e Desenvolvimentos Recentes

O ex-CEO Miguel Gutierrez tornou-se um dos principais investigados, com mandado de prisão preventiva e detidos na Espanha, onde reside. Sérgio Rial, recém-empossado como CEO, renunciou ao cargo poucos dias após a divulgação da fraude. João Guerra, ex-diretor de DRI, teve multa aplicada pela B3.

Já os bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, sócios e acionistas de referência da varejista, viram sua fortuna avançar durante o período.

A Americanas Hoje: Um Cenário Desafiador

Após a crise, a Americanas vive à sombra do que já foi, enfrentando um mercado competitivo com o avanço de players internacionais como Mercado Livre, Shopee, Temu e Amazon. A empresa busca reconstruir a confiança do mercado e recuperar a sustentabilidade de suas finanças, mas enfrenta desafios como a concorrência acirrada e a necessidade de se adaptar a um novo cenário de negócios.

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