Anbima Suspende Certificações CPA-10, CPA-20, CEA

No mercado financeiro brasileiro, dezenas de certificações existem, a maioria regulatórias e destinadas a permitir o exercício de profissões. A ideia de uma “escadinha” de certificações, embora comum no Brasil, nem sempre é a mais eficiente.
Tipos de Certificações
As certificações podem ser classificadas em dois tipos: regulatórias, essenciais para exercer uma função específica, e de distinção, que demonstram um nível avançado de conhecimento e experiência. Historicamente, a busca por essa “escadinha” de certificações era comum, exemplificada pelas certificações da Anbima: CPA-10, CPA-20 e CEA.
Por muito tempo, o padrão era fazer um de cada certificação, culminando no CEA, e buscando a próxima, frequentemente o CFP da Planejar. No entanto, o cenário atual exige uma reflexão. As primeiras três certificações são regulatórias, necessárias para exercer cargos bancários ou de especialista em investimentos, enquanto o CFP é uma certificação de distinção, não obrigatória, mas que agrega valor ao profissional.
A Importância do Sentido
Se uma certificação não tem um propósito claro, ela se torna inútil, apenas um selo no currículo. Mesmo que se faça um esforço para aplicar o conhecimento adquirido, a prática profissional muitas vezes oferece insights que não podem ser obtidos em um curso teórico.
Um exemplo clássico ilustra essa diferença: a resposta para uma pergunta complexa sobre infraestrutura de cabos intercontinentais, que levam internet para continentes, não está em nenhuma certificação. Essa resposta é adquirida através da experiência prática, do contato com clientes e parceiros.
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Certificações e o Desenvolvimento da Carreira
No final das contas, a certificação atua como um selo, indicando que o profissional investiu em seu desenvolvimento, fez renúncias e buscou aprimorar seus conhecimentos. A avaliação crucial é se a certificação se alinha com seus objetivos de carreira a longo prazo.
Se você enxerga um caminho claro para seguir, ótimo. Caso contrário, acumular certificações apenas por acumular pode ser um desperdício de tempo e dinheiro, um investimento que não retorna.
Cada certificação deve fazer sentido para a função que você exerce. Por exemplo, ao trabalhar em uma gestora de fundos, o CGA, certificação da Anbima para gestores, pode ser relevante. Ao ingressar na Avenue, o SIE, certificação introdutória do mercado financeiro americano, pode ser útil, especialmente se você se envolver com planejamento sucessório e gestão de ativos.
Autor(a):
Redação
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