A situação envolvendo a Fictor Holding e a Aqwa Brasil Participações tem gerado grande atenção no mercado financeiro. A Aqwa Brasil, controladora da Fictor Holding, solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 15 dias úteis para cumprir as exigências necessárias à realização da oferta pública de aquisição (OPA) da Atom Educação e Editora.
Essa OPA é resultado de uma série de movimentações que remontam à estrutura da Atom Participações, que antes era controlada pela Fictor Holding.
A História por Trás da OPA
Para entender a complexidade da situação, é preciso voltar à estratégia da Fictor Holding. Em 2025, a empresa adquiriu a Atom Participações com o objetivo de abrir o capital da Fictor Alimentos (FICT3) por meio de um IPO reverso. A estrutura da Atom Participações, que já era listada na bolsa, deu origem à Atom Educação e Editora (ATED3), que se tornou a companhia listada na B3.
Foi essa empresa que, posteriormente, foi alvo da aquisição pela Aqwa Brasil, gerando a obrigação da OPA.
A Recuperação Judicial e as Suspeitas
Paralelamente a essa movimentação, a Fictor Holding entrou com pedido de recuperação judicial, com dívas que somam R$ 4 bilhões. A empresa se apresentava como um ecossistema de investimentos diversificado, com projetos robustos nos setores imobiliário e de energia.
A crise, segundo a Fictor, não foi resultado de falhas operacionais, mas sim de um colapso de confiança, desencadeado por eventos como o caso Banco Master. A tentativa de compra do banco, que culminou na prisão do controlador e na liquidação extrajudicial, gerou suspeitas e influenciou a situação atual.
Condições para a OPA
A Aqwa Brasil precisa convencer a Justiça de que as suspeitas de um esquema de pirâmide financeira não se sustentam, para que a OPA possa ser efetivamente realizada. A recuperação judicial da Fictor Holding, com um prazo de 30 dias de proteção judicial concedido, representa um ponto crucial para a Aqwa Brasil avançar com a aquisição da Atom Educação e Editora.
