Aqwa Brasil e OPA da Atom Educação: Fictor Holding em crise e busca por alívio judicial!
Aqwa Brasil busca Atom Educação e Editora em OPA! Crise da Fictor Holding complica cenário e levanta suspeitas de pirâmide financeira. Saiba mais!
Em um cenário de incertezas, a Aqwa Brasil Participações solicitou 15 dias úteis à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para concluir os trâmites necessários à realização da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Atom Educação e Editora.
A situação se complica com o pedido de recuperação judicial da Fictor Holding, que, por sua vez, está intrinsecamente ligada a essa OPA.
A Origem da Complexidade
A Aqwa Brasil, controlada pela Aqwa Capital sediada nos Estados Unidos, busca adquirir o controle da Atom Educação e Editora. Essa busca se originou com a compra da Atom Participações pela Fictor Holding, que, por sua vez, abriu o capital da Fictor Alimentos (FICT3) por meio de um IPO reverso.
A parte operacional da antiga Atom Participações, que hoje é a Atom Educação e Editora (ATED3), tornou-se o foco da aquisição da Aqwa.
O Contexto da Recuperação Judicial da Fictor Holding
A Fictor Holding entrou com pedido de recuperação judicial, com dívidas que somam R$ 4 bilhões. A empresa se apresentava como um ecossistema de investimentos diversificado, com projetos robustos nos setores imobiliário e de energia, projetando receitas futuras superiores a R$ 1,8 bilhão.
A empresa utilizou Sociedades em Conta de Participação (SCPs) para captar recursos de investidores privados, um modelo comum no agronegócio.
O Impacto do Caso Banco Master
A crise da Fictor Holding foi intensificada por eventos externos, como o caso Banco Master. A tentativa de compra do banco por R$ 3 bilhões, um dia antes da instituição ser alvo de uma operação da Polícia Federal e da prisão do controlador, Daniel Vorcaro, gerou suspeitas e desconfiança, levando a empresa a buscar proteção judicial.
A Busca por Alívio Judicial
A Fictor Holding obteve uma decisão liminar da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, concedendo 30 dias de proteção contra cobranças de credores, mas com a condição de convencer a Justiça de que as suspeitas de um esquema de pirâmide financeira não se sustentam.
A situação permanece delicada, com a OPA da Atom Educação e Editora pendendo sobre a empresa.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real