Argentina: FMI Projeta Crescimento Econômico e Redução da Inflação em 2025
FMI avalia ritmo econômico acelerado da Argentina, com projeção de crescimento de 4,5% em 2025 e inflação em queda. Desafios na dívida externa alertados.
Argentina Apresenta Ritmo Econômico Acelerado, Segundo FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que a Argentina inicia o ano com um desempenho econômico positivo. A organização destaca que essa melhora é resultado dos esforços de estabilização macroeconômica e do aumento do otimismo nos mercados financeiros.
As projeções indicam um crescimento de aproximadamente 4,5% para o ano de 2025, acompanhado de uma desaceleração significativa na inflação, que deve cair para cerca de 30%, o menor patamar registrado nos últimos oito anos, conforme informado pela diretora de comunicação do FMI, Julie Kozack, em uma entrevista realizada nesta quinta-feira (15).
Execução de Programas Econômicos e Reformas no Mercado de Trabalho
O FMI enfatiza a importância da continuidade na execução dos programas econômicos como um fator central para equilibrar o processo de desinflação com os riscos de instabilidade externa. A aprovação do orçamento de 2026 pelo Congresso e a sinalização de novas propostas legislativas voltadas à redução da informalidade no mercado de trabalho são apontadas como avanços relevantes na gestão de Javier Milei.
Fortalecimento das Reservas Internacionais e Dívida Externa
No cenário externo, o FMI prioriza o fortalecimento das reservas internacionais da Argentina. O acúmulo de dólares no início do ano tem reforçado a posição financeira do país e a confiança dos investidores. No entanto, o relatório do Congresso norte-americano, publicado no final de 2025, aponta desafios relacionados à dívida externa.
Projeções de Pagamentos da Dívida e Riscos
As projeções indicam que, em 2026, a Argentina deverá desembolsar cerca de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o FMI. Os compromissos aumentam para US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões em 2027 e 2028, respectivamente. O documento adverte que, em caso de falta de reservas suficientes para honrar os pagamentos e sustentar a política cambial, o governo poderá ser forçado a considerar medidas difíceis, como aceitar um calote na dívida ou flexibilizar ainda mais o valor do peso.
Autor(a):
Redação
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