De Club Penguin a AI: Uma História de Oportunidade
O sonho de infância de muitos pode ter sido pegar o cartão de crédito dos pais para comprar uma assinatura no Club Penguin ou para ter winks especiais no MSN. Mas a história de Arsyan Ismail, um menino da Malásia, teve um rumo muito diferente. Aos 10 anos, ele pegou “emprestado” o cartão de crédito de sua mãe para adquirir um domínio com as iniciais de seu nome: AI.
Ele mal imaginava que esse registro lhe traria milhões anos depois, graças à popularização da inteligência artificial.
Na época (1993), o debate sobre a artificial intelligence (AI) ainda se limitava à ficção científica e a círculos acadêmicos. O assunto não era manchete nos jornais e o registro de domínios era um interesse restrito a entusiastas e empresas pioneiras.
Poucos imaginavam que esse “mercado” poderia gerar fortunas.
Após a aquisição do domínio ai.com, Ismail construiu uma carreira na indústria tecnológica asiática. Ele se tornou um dos primeiros entusiastas das criptomoedas e fundou uma empresa especializada em Bitcoin. Aos poucos, o domínio que começou como uma curiosidade se transformou em um ativo valioso.
Em 2025, Ismail finalmente se despediu de seu primeiro investimento: o domínio em inglês para IA foi vendido. O pagamento ocorreu através de criptomoedas. A trajetória de Ismail demonstra como um evento aparentemente trivial pode se tornar um marco na história da tecnologia.
A história de Arsyan Ismail ilustra a imprevisibilidade do futuro. A sigla AI, que na década de 90 era apenas uma referência ao nome do garoto, passou a representar uma das principais inovações tecnológicas do século XXI. Kris Marszalek, CEO da Crypto.com, reconheceu o potencial do domínio “Ai.com”, investindo cerca de US$ 70 milhões para transformá-lo em uma vitrine de uma nova plataforma de agentes pessoais de inteligência artificial, que auxiliarão usuários em diversas tarefas.
Para Arsyan Ismail, a decisão de pegar emprestado o cartão da mãe valeu a pena. A história serve como um lembrete de que oportunidades podem surgir nos lugares mais inesperados, e que o futuro da tecnologia é, por vezes, escrito por crianças com ideias ousadas.
