Assessoria de Investimentos: Especialistas Preveem Tendências para 2030

O Futuro da Assessoria de Investimentos: Desafios e Tendências para 2030
O mercado de assessoria de investimentos enfrenta um momento crucial, marcado por uma busca incessante por crescimento. A questão central que emerge é: como alcançar esse crescimento de forma sustentável? Foi com essa pergunta que o painel “Qual perfil de negócio de advisory será vencedor até 2030?” foi promovido pelo Gorila, reunindo especialistas como Maria Klein, de C6 Bank, Felipe Bichara, da Faros Multi-Family Office, e Ricardo Guimarães, da Vita Investimentos e Tori.
O debate começou com uma análise do cenário atual, que se distancia significativamente do modelo de décadas atrás. Felipe Bichara ressaltou que, nos anos 90 e 2000, o atendimento ao investidor era muito mais restrito, com foco em renda variável e poucas gestoras no mercado.
A partir de 2010, o setor expandiu-se, oferecendo novos serviços e aumentando a complexidade das relações com os clientes. Relatórios, antes um diferencial, tornaram-se uma expectativa básica.
Evolução Operacional e a Importância do Cliente
Ricardo Guimarães complementou a discussão, destacando a evolução operacional do mercado. Em 2016, consolidar investimentos em um relatório já era visto como uma vantagem competitiva. Hoje, essa prática é essencial, refletindo a crescente exigência dos investidores.
O mercado migrou para um modelo mais personalizado, onde a tecnologia desempenha um papel importante, mas não substitui o relacionamento humano.
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Tendências para o Futuro: Integração e Holismo
Os palestrantes concordaram que o modelo vencedor em 2030 não será definido por produtos ou plataformas. A tendência é um serviço mais amplo e integrado, que atenda a diversas necessidades do cliente. O mercado está atento à informação e à demanda por soluções holísticas, que considerem aspectos financeiros, familiares e patrimoniais.
A relação humana se tornou o principal ativo, impulsionando a busca por empresas que ofereçam um atendimento personalizado e estratégico.
Comparativo com o Mercado Americano e o Impacto da Regulação
O painel também abordou o cenário americano, onde o advisor atua como um “médico da família”, oferecendo serviços integrados como planejamento sucessório, contabilidade e apoio jurídico. Além disso, observou-se uma tendência de consolidação, com empresas menores migrando para estruturas maiores em busca de escala e melhores margens.
A regulamentação, através de normas como a CVM 178 e 179, aumentou a transparência, especialmente sobre a remuneração dos assessores, contribuindo para a amadurecimento da profissão e o crescimento do modelo fee-based.
Qualificação e a Jornada do Cliente
A formação técnica dos profissionais de assessoria também foi um ponto de destaque, com cerca de 12 mil profissionais certificados CFP no Brasil. A crescente demanda por percentuais sobre o patrimônio impulsionou a exigência por entrega de valor real.
Além disso, os palestrantes discutiram a importância de atender às necessidades das novas gerações, utilizando tecnologia, mas focando na jornada do cliente, antecipando soluções e criando vínculos com os herdeiros antes da transição patrimonial.
O advisory se torna, assim, menos sobre produto e mais sobre experiência, confiança e continuidade.
Autor(a):
Redação
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