Augusto Lima no centro de disputa judicial com R$ 247 milhões em jogo!
Augusto Lima é alvo de disputa judicial de R$ 247 milhões pela família Rezende Barbosa, ex-controladora do Banco Voiter. O caso tramita no TJSP.
Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, está envolvido em uma complexa disputa judicial de grande impacto. A família Rezende Barbosa, antiga controladora do Banco Voiter, move uma ação de cobrança buscando recuperar R$ 247 milhões. O processo tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e envolve também Daniel Vorcaro e Maurício Quadrado, outros ex-sócios.
A acusação central é de blindagem patrimonial. A ação alega que Augusto Lima estruturou seu patrimônio através de empresas que atuariam como escudos, protegendo bens imobiliários. Apesar de os ativos não estarem diretamente em seu nome, a família Rezende Barbosa argumenta que ele mantinha influência sobre a estrutura societária.
A AC3 Cobranças e Participações recebeu imóveis como integralização de capital, e posteriormente, as cotas foram doadas às filhas, com usufruto vitalício dos direitos econômicos e políticos. A Lothian Participações Ltda. também está sob investigação, integrando a estrutura societária atribuída a Augusto Lima.
Em abril de 2025, os credores solicitaram o bloqueio de R$ 470 milhões dos ex-sócios do Banco Master e da DV Holding. A 22ª Vara Cível do TJSP autorizou a medida. R$ 112 milhões foram encontrados em uma conta ligada ao fundo Reag, que foi liquidado pelo Banco Central por irregularidades.
A Polícia Federal investiga o fundo na Operação Compliance Zero.
O caso tem origem na venda do Banco Voiter ao Banco Master em 2024. Após a transação, os antigos controladores emitiram debêntures para capitalizar o Master. Augusto Lima deixou o Master e recomprou o Voiter, com autorização do Banco Central, que o rebatizou de Banco Pleno.
A situação judicial ocorre em paralelo com a investigação da Polícia Federal sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e fundos de investimento. Augusto Lima e outros executivos foram presos na primeira fase da investigação.
O caso destaca os riscos associados a estruturas societárias complexas em operações financeiras de grande porte. A acusação de blindagem patrimonial, somada às disputas judiciais e investigações, reforça a importância da transparência patrimonial e da governança em negócios financeiros de alto risco.
Autor(a):
Redação
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