Após um período de destaque e inclusão em recomendações de investimento, a Aura Minerals (AURA33) voltou a atrair atenção nesta sexta-feira (27). A XP Investimentos publicou um relatório que classificou os resultados da empresa no quarto trimestre como “sólidos, mas dentro das expectativas”.
A mineradora apresentou um desempenho positivo, com números que refletem o bom controle de custos e a recente aprovação da rodovia em Borborema, um fator que impulsionou o aumento das reservas do ativo.
Desempenho e Reservas
No quarto trimestre de 2025, a Aura Minerals registrou uma receita líquida de US$ 321,6 milhões, um aumento de 88% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado também subiu para US$ 73,3 milhões, representando um crescimento de 197% em relação ao ano anterior.
O analista Lucas Laghi ressaltou a importância do controle de custos e da aprovação da rodovia para o aumento das reservas do ativo.
Perspectivas Futuras
Laghi mantém uma visão otimista para a empresa, baseada principalmente na continuidade do cenário positivo. No entanto, ele também aponta que a commodity já teve uma valorização significativa nos últimos meses, o que impactou o valor de mercado da Aura Minerals.
Análise de Outros Bancos
O BTG Pactual também acompanhou os resultados da empresa, destacando que os papéis da Aura Minerals subiram 70% em 2026 (até 26 de fevereiro) e multiplicaram o valor nos últimos anos. Leonardo Correa, do banco, mantém a tese estrutural sobre a Aura Minerals, acreditando que a companhia ainda apresenta potencial de valorização.
Cautela e Expectativas
Correa adverte que o guidance de 2026 pode levar a realizações de lucros por parte dos investidores, o que pode gerar pressão vendedora no curto prazo. As estimativas para a produção de 365 mil onças e o yield de 1% também contribuem para essa cautela.
Visão Geral do Mercado
A Aura Minerals se destaca como uma operadora de ouro de alta qualidade na América Latina, com um pipeline de crescimento que visa ultrapassar as 600 mil onças em 2026. O analista acredita que os fundamentos do ouro permanecem favoráveis, o que é positivo para a empresa.
