Azul: Ações caem 32% com oferta de ações e risco de diluição no mercado
Ações da Azul caem 32,19% com homologação de oferta de R$ 7,4 bi. Diluição acionária preocupa investidores em contexto de reestruturação.
As ações da Azul apresentaram forte queda no mercado na tarde de quarta-feira, 7 de julho. Por volta das 15h40, os papéis registraram uma retração de 32,19%, com a cotação em R$ 379,95. Essa queda se seguiu à homologação de uma oferta de ações da companhia no valor de R$ 7,4 bilhões.
Operação de Conversão de Dívida
A Azul anunciou a emissão de 723,8 bilhões de ações ordinárias e 723,8 bilhões de ações preferenciais, em uma das maiores operações de conversão de dívida em capital no mercado brasileiro. Essa operação de grande porte intensificou a diluição dos acionistas.
Impacto da Diluição
Com a conclusão da oferta, o capital social da Azul aumentou significativamente, atingindo R$ 14,5 bilhões, distribuído entre 725.990.305.836 ações ordinárias e 724.757.380.468 ações preferenciais. A grande quantidade de novos papéis resultou em uma diluição considerável das participações dos acionistas minoritários, como alertavam análises anteriores, podendo reduzir suas participações até 100%.
Liquidez e Desempenho Acumulado
Apesar da forte queda nas ações, o volume de negociações aumentou. Até o início da tarde, o volume negociado atingiu R$ 4,82 milhões. No entanto, o desempenho da Azul no acumulado do ano continua negativo, com uma queda superior a 77%.
Negociação das Ações Preferenciais
As ações preferenciais da Azul (AZUL54), negociadas na B3 desde 23 de dezembro, refletem o processo de conversão de dívidas em ações, um componente central do plano de reestruturação financeira da companhia.
Conclusão
Apesar do alívio financeiro proporcionado pela oferta, o investidor minoritário enfrenta um risco elevado, devido à diluição e ao aumento do número de ações em circulação, em um contexto de recuperação judicial e reestruturação do capital da Azul.
Autor(a):
Redação
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