Azul: Ações Preferenciais são Convertidas em Ordinárias em Recuperação Judicial

Azul avança na recuperação judicial com conversão de ações preferenciais. A Azul (AZUL53) obteve aprovação para converter ações preferenciais (AZUL4) em ordinárias (AZUL3), simplificando a estrutura de capital e atraindo investidores

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(Imagem de reprodução da internet).

Azul Avança na Recuperação Judicial com Conversão de Ações Preferenciais

A Azul (AZUL53) deu um passo importante em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, obtendo a aprovação para transformar integralmente suas ações preferenciais (AZUL4) em ações ordinárias (AZUL3). A decisão, tomada em assembleia, prevê a conversão de 724,76 bilhões de ações preferenciais em 75 ações ordinárias por cada preferencial.

Essa medida visa simplificar a estrutura de capital da empresa, facilitando a negociação com credores e investidores.

Objetivo da Conversão

O principal objetivo da conversão é eliminar as diferenças entre as ações preferenciais e ordinárias, que complicam as negociações com credores e investidores. A Azul busca atrair novos investidores dispostos a participar das decisões estratégicas da companhia.

A administração da Azul, liderada pela equipe de gestão, acredita que a estrutura de capital simplificada é fundamental para o sucesso do processo de recuperação judicial.

Diferenças entre Ações Preferenciais e Ordinárias

As ações preferenciais concedem direito de preferência no recebimento de dividendos, enquanto as ações ordinárias garantem o direito de voto em assembleias. A Azul busca eliminar essa distinção, pois as ações preferenciais se tornaram menos atrativas devido à ausência de distribuição de dividendos por três anos consecutivos.

A conversão permite que os acionistas minoritários participem da gestão da companhia, o que é crucial em um processo de recuperação judicial.

Impacto para o Acionista

Para o acionista, a conversão significa que o capital social da Azul, atualmente avaliado em R$ 14,57 bilhões, será representado por 55,08 trilhões de ações ordinárias. A Azul esclarece que não há direito de retirada para os acionistas que discordem da conversão.

No entanto, os acionistas que optarem por se retirar da companhia receberão um valor de reembolso equivalente a zero real por ação preferencial, abrindo mão de qualquer valor residual.

Diluição do Poder de Voto

A conversão também resultará em uma diluição do poder de voto para os acionistas ordinários, uma vez que o número de ações com direito a voto aumentará significativamente. A Azul enfatiza que a decisão de converter as ações preferenciais em ordinárias é um passo crucial para o sucesso do processo de recuperação judicial e para a retomada do crescimento da companhia.

Conclusão

A transformação das ações preferenciais em ordinárias representa um marco importante na estratégia da Azul para superar o processo de recuperação judicial. A simplificação da estrutura de capital e a abertura para novos investidores são elementos-chave para a retomada da saúde financeira da companhia e para a reconstrução de sua trajetória de crescimento.

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