Azul (AZUL53) Registra Queda Drástica Após Aumento de Capital
As ações da Azul (AZUL53) sofreram uma queda significativa no pregão desta quinta-feira (19), com recuo de até 34,51%, atingindo o valor de R$ 167. Esse movimento ocorre em um contexto de diluição de acionistas, resultado da emissão de cerca de 45,5 trilhões de novas ações a um preço de R$ 0,00011 por ação.
A operação visa fortalecer o plano de recuperação judicial da companhia nos Estados Unidos, buscando captação de recursos e capitalização de créditos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession).
Aumento de Capital e Diluição: Impacto para o Acionista
A emissão em larga escala de ações a um preço baixo impacta diretamente os acionistas que não participaram da oferta. A diluição da participação, combinada com a recalibração do preço do papel, pode gerar uma pressão descendente no valor das ações.
Esse cenário é especialmente relevante em momentos de incerteza sobre o andamento do processo de recuperação judicial e a capacidade da Azul de reestruturar suas dívidas.
Análise Técnica e Recomendações de Fabrício Lorenz
O analista Fabrício Lorenz avalia a situação como um “ativo que já entra dentro da categoria não mexer com ele”. Ele destaca o aumento da volatilidade, a redução da liquidez e o menor interesse dos investidores no papel. Lorenz alerta para a queda acentuada das ações, com mais de 80% de desvalorização em apenas um mês, e para o comportamento dos indicadores de sobrevenda, que continuam em níveis elevados.
Diante desse cenário, o analista recomenda cautela, evitando buscar oportunidades de compra ou venda com base no tamanho da queda.
Foco na Estrutura de Risco e Liquidez
Lorenz enfatiza que o ponto central a ser observado não é “o quanto a ação caiu”, mas sim “o que muda no risco”, especialmente para investidores com prazos curtos. Ele sugere buscar oportunidades em ativos mais sólidos e com fundamentos mais consistentes, em vez de tentar aproveitar a queda de uma empresa em processo de reestruturação.
A liquidez do papel também é um fator crítico a ser monitorado, dada a incerteza sobre o futuro da Azul.
