Azul (AZUL54) despenca 50% na bolsa: o que está por trás da queda?

Ações da Azul (AZUL54) caem 50% em pregão! Desvalorização acompanha perda de 67% em 5 dias. Fatores como diluição e conversão de dívida impactam o setor.

02/01/2026 17:37

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(Imagem de reprodução da internet).

As ações da Azul (AZUL54) sofreram uma queda significativa na bolsa de valores nesta sexta-feira (2), atingindo R$ 902, com uma desvalorização de cerca de 50% no pregão. Essa queda acompanha uma perda de quase 67% nos papéis nos últimos cinco dias.

A situação complexa das ações da companhia aérea está relacionada a diversos fatores em andamento.

Diluição de Patrimônio

Um dos principais motivos para a desvalorização é a estratégia de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos (Chapter 11, lei de falências). A empresa está buscando reestruturar suas finanças, mas essa estratégia envolve a emissão massiva de novas ações, o que causa diluição do patrimônio para os acionistas existentes.

Operação de Conversão de Dívida em Capital

A Azul está transformando dívidas em ações ordinárias (AZUL3) como parte do plano de recuperação judicial. A Superintendência-Geral aprovou essa operação sem restrições. A expectativa é que a conversão de dívida em capital cause diluição do poder de voto dos acionistas.

Aquisição Minoritária pela United Airlines

A United Airlines está adquirindo uma participação minoritária no capital da Azul. A norte-americana se comprometeu a adquirir US$ 100 milhões em ações ordinárias da Azul, através de uma oferta pública de ações e um aporte específico de US$ 100 milhões, direcionado a parceiros estratégicos.

Resultados Operacionais da Azul em Novembro

Em novembro, a Azul registrou uma receita líquida total de R$ 1,817 bilhão. O resultado operacional ajustado alcançou R$ 392,1 milhões, com uma margem operacional de 21,6%. O Ebitda ajustado atingiu R$ 621,8 milhões, com uma margem Ebitda ajustada de 34,2%.

A companhia possuía R$ 1,348 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo, enquanto as contas a receber totalizavam R$ 3,749 bilhões.

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