A Azul (AZUL53) está buscando levantar até US$ 1,2 bilhão através da emissão de títulos de dívida. Essa operação é crucial para concluir o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Apesar de ter comunicado ao mercado que não há garantias de sucesso total, fontes do Money Times revelaram que a empresa conta com o apoio de credores, mesmo em cenários desfavoráveis.
Paraquedas de Emergência
O plano de reestruturação da companhia aérea funciona como um “paraquedas de emergência”. Se o mercado não responder como esperado, credores entram em cena para assegurar o capital necessário e permitir a finalização da reorganização. A expectativa é que a Azul cumpra o cronograma, saindo do Chapter 11 até o fim de fevereiro.
Suporte de Credores e Cenário Favorável
O cenário se desenha favorável, considerando a valorização do real em relação ao dólar e a recente captação de recursos via dívidas pela Avianca. A saída do Chapter 11 representa um ponto de luz no fim do túnel, com os próximos passos sendo o aporte de capital e a aprovação da transação com a United Airlines, ainda sujeita a entraves no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Diluição de Acionistas e Investimentos Adicionais
A Azul está reestruturando sua operação e reduzindo a alavancagem, mas os acionistas sofrem com a diluição massiva. Movimentos como as capitalizações, que envolveram a emissão de bilhões de ações e debêntures, impactaram o valor das ações.
Um aporte adicional de US$ 100 milhões, garantias de subscrição e investimentos de investidores estratégicos elevam o montante total de investimentos a serem captados para US$ 850 milhões a US$ 950 milhões.
Projeções e Alavancagem
A estimativa é que a Azul deixe a recuperação judicial com uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes. O plano da companhia utilizou projeções do Boletim Focus para prever o câmbio, com o dólar na casa dos US$ 5,50. No entanto, em um cenário de continuidade da valorização do real e forte demanda, a alavancagem pode ser menor do que projetado.
