Azul Vê Ações Disparadas por Estratégias de Reestruturação
A Azul surpreendeu o mercado nesta sexta-feira (20), com um forte avanço em suas ações. O papito AZUL53 registrou um salto de 60%, atingindo máxima de R$ 260. Esse movimento positivo se deve, em grande parte, ao avanço crucial na saída da recuperação judicial nos Estados Unidos, utilizando o modelo Chapter 11.
A companhia também anunciou a conclusão de uma oferta pública primária de ações, parte da conversão de dívidas do financiamento DIP (Debtor in Possession).
Oferta Pública Primária e Grupamento de Ações
Para levantar R$ 5 bilhões, a Azul emitiu 45,47 trilhões de novas ações ordinárias, vendidas por R$ 0,0001 cada. Paralelamente, o conselho aprovou um grupamento de ações na proporção de 75 para 1, elevando o capital social para R$ 21,76 bilhões.
O resultado total em ações ordinárias é de aproximadamente 54,73 bilhões.
Investimentos Estratégicos e Acompanhamento Regulatório
A companhia buscou reforçar sua estrutura de capital com o apoio de grandes empresas aéreas. A American Airlines e a United entraram no processo, comprometendo aportes de US$ 100 milhões cada. Além disso, a Azul firmou um novo acordo com credores existentes, visando um investimento adicional de US$ 100 milhões.
A United e os credores também possuem a opção de aumentar os aportes em até US$ 15 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente.
Análise de Mercado e Perspectivas Futuras
Analistas do Bradesco BBI avaliaram os movimentos como positivos, destacando que a confirmação dos recursos para financiar o DIP diminui incertezas e reforça a visibilidade de uma reestruturação bem-sucedida. O banco também ressalta que os aportes de investidores estratégicos e credores fortalecem a estrutura de capital e aumentam a confiança na retomada operacional após a reorganização.
A Azul mantém o prazo de fevereiro para concluir a saída do Chapter 11.
