B3 Surpreende: Investidores Estrangeiros Aposta em Brasil Apesar da Guerra!
Investidores estrangeiros apostam pesado na B3! 🚀 Com crise no Oriente Médio, fluxo de capital atinge R$ 7,05 bi em março de 2026. Saiba mais!
Apesar da incerteza global gerada pela guerra no Oriente Médio, o apetite de investidores estrangeiros pela B3 em março de 2026 surpreendeu. Mesmo com algumas saídas de capital no início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que teve início em 28 de fevereiro, o mês apresentou um saldo positivo.
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já registrava um acúmulo de R$ 7,05 bilhões, superando os R$ 3,1 bilhões de março de 2025.
As projeções indicam que o fluxo de capital internacional deve continuar a ser positivo. O primeiro trimestre do ano, que até então acumulava R$ 48,7 bilhões em entradas, deve fechar como o período com maior fluxo externo para a bolsa desde 2022.
Fatores que Impulsionam o Fluxo Estrangeiro
A expectativa de novos investimentos está ligada a diversos fatores. Primeiramente, alguns papéis listados no índice da B3 apresentam preços atrativos em comparação com outros mercados, como os dos Estados Unidos e a média dos países emergentes.
Além disso, o afrouxamento monetário, iniciado em março, e a disputa presidencial na eleição deste ano também contribuem para o destaque dos investimentos nacionais.
Segundo Fernando Siqueira, head de Research da Eleven Financial, a queda da Selic e as eleições serão os principais motores do mercado brasileiro. “Esses fatores podem atrair investidores estrangeiros, mas também os locais”, afirma.
Aposta em Mudanças e Atração de Capital
A ideia de alternância de poder em 2027 pode ser um motivador para novos fluxos, já que muitos apostam que uma mudança poderia dar um norte diferente às contas públicas do país em relação à atual, vista como expansionista.
Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, compartilha uma avaliação semelhante. “Tem muito estrangeiro querendo pegar carona no rali eleitoral brasileiro, nos moldes do que foi a eleição do Javier Milei, na Argentina”, afirma.
Desvalorização da Bolsa Americana e Atração por Outros Mercados
A saída do mercado norte-americano também contribui para o aumento do capital estrangeiro na bolsa. A tendência ainda é negativa para a bolsa dos Estados Unidos, em meio ao encarecimento das ações, aos resultados de algumas empresas — que foram piores do que o esperado na margem —, e à política imprevisível de Donald Trump.
Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital, considera que a bolsa brasileira é uma das mais descontadas. “A ideia de valuation atrativo segue valendo e o diferencial de juros é bom, com juro real elevado”, afima.
Na avaliação de Takeo, esses fatores devem continuar influenciando o fluxo estrangeiro para o Brasil.
A exceção seria caso haja uma piora da guerra que eleve o risco inflacionário.
Daniel Gewehr, estrategista-chefe de ações do Itaú BBA, também acredita que o fluxo externo para o Brasil deve continuar, a não ser que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) comece a subir juros — o que não é o cenário base.
Spiess ressalta que os ativos brasileiros são atrativos nessa diversificação geográfica porque estão baratos, o Brasil tem um orçamento de corte de juro e ainda pode ter um rali eleitoral.
Autor(a):
Redação
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