Bad Bunny e o Novo Rumor na Economia Global
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, um evento que quebrou recordes de audiência, evidenciou uma mudança significativa na dinâmica global. No entanto, o republicano Donald Trump não compartilhou do entusiasmo, expressando críticas à performance do artista porto-riquenho.
Paralelamente, o cenário econômico americano demonstra uma aproximação com a América Latina, impulsionada por novas estratégias.
A CEO Conference 2026: Um Novo Foco Econômico
Durante o painel mediado por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, delineou uma nova perspectiva para a economia dos Estados Unidos. A mensagem central era clara: o foco econômico dos EUA também se estende ao sul global. “Estados Unidos em primeiro lugar, não significa que os EUA querem estar sozinhos”, afirmou Bessent, marcando uma mudança de postura em relação ao isolamento.
Parcerias Estratégicas e o “Novo Sonho Americano”
A CEO Conference 2026 começou nesta terça-feira (10) e continua na quarta-feira (11), com inscrição gratuita. A agenda aborda temas cruciais como a relação entre EUA e América Latina, impulsionada pela busca por novos parceiros. O governo Trump 2.0, segundo Bessent, busca uma reindustrialização acelerada, com a América Latina — e especialmente o Brasil — desempenhando um papel fundamental nesse processo. “O governo Obama perdeu uma grande oportunidade de se aproximar da América Latina.
Muitos países queriam e continuam querendo estar mais perto dos EUA”, disse o secretário, demonstrando otimismo em relação a países como Argentina, Bolívia, Venezuela, Brasil e Chile.
O Papel da Argentina e a Influência do Mercado
Bessent destacou a boa relação com a Argentina, eleita uma parceira na América do Sul ainda no primeiro mandato de Trump. “Conseguimos apoiar [Javier] Milei no período eleitoral. Usamos as forças do mercado para que ele não perdesse apoio. Fortalecemos a economia argentina e conectamos ao governo dos EUA, com isso, o presidente argentino obteve maiorias importantes”, afirmou.
Essa aproximação se deve, em parte, ao apoio financeiro que está sendo costurado com o Banco Mundial e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na Bolívia.
Reequilíbrio Geopolítico e a Importância do Dólar
A relação entre EUA e China também passa por um ajuste. Bessent detalhou como o governo Trump enxerga a concorrência com a China e a dinâmica com os aliados na Europa e no Japão. A meta não é o isolamento, mas um reequilíbrio que considera necessário. “No fim do dia, queremos que nossos aliados europeus sejam bem-sucedidos.
A Europa é um hub de inovação, mas fracassou no plano econômico. Agora, o que vemos são empresas europeias tendo problema com relação à transição energética, e uma Europa preocupada com a enxurrada de produtos chineses em seu mercado”, afirmou.
Sobre a China, Bessent disse que a situação “é bem mais confortável agora”, embora tenha reconhecido que a rivalidade entre as duas maiores economias do mundo nunca deixará de existir.
Japão, IA e um Conselho aos Jovens
O painel também abordou a influência do Japão, após a primeira-ministra Sanae Takaichi ampliar a maioria no parlamento. “Ela é uma líder com bastante energia. É dinâmica, focada e foi ousada ao convocar eleições antecipadas, que entraram para a história do Japão.
Ela assumiu um risco alto, mas o retorno também foi grande. Agora o Japão entenderá que é o fim de uma era”, afirmou. Ao ser questionado sobre o futuro do trabalho e a ameaça da automação, Bessent deixou um recado para os jovens: “O que eu digo aos filhos dos meus amigos é: sejam nativos em IA”, acrescentando que a tecnologia não vai roubar empregos, mas deslocar as vagas para outras atividades.
