Banco Central anuncia corte na Selic em março: projeções e reações do mercado

Banco Central anuncia redução da Selic; especialistas preveem reação do mercado financeiro. Copom sinaliza corte na próxima reunião de março

28/01/2026 19:19

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(Imagem de reprodução da internet).

O Banco Central comunicou explicitamente o início de uma redução na taxa básica de juros, a Selic. Essa mudança gerou reações diversas no mercado financeiro. A comunicação clara do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a primeira redução programada ocorrerá na próxima reunião, em março.

Análise de Especialistas

Economistas e analistas da área revisaram as expectativas em relação a essa decisão. Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, destacou a importância da mensagem do Copom. Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, ressaltou que o Banco Central ofereceu uma orientação clara sobre o futuro da política monetária.

Projeções de Corte

As projeções sobre o tamanho do corte também variam. Perri estima que o primeiro corte será de 25 pontos-base, mas adverte que a Selic deve permanecer em um patamar elevado, entre 13% e 12%. Lucas Constantino, da GCB Investimentos, possui uma projeção diferente, prevendo uma Selic de 12% ao final de 2026.

Fatores de Influência

A decisão do Copom será influenciada por diversos fatores, como o cenário fiscal, a evolução do câmbio e a dinâmica dos indicadores econômicos. A inflação de serviços continua sendo uma preocupação, assim como a persistência de expectativas desancoradas da meta.

Cenário Econômico Atual

O mercado de trabalho permanece resiliente, enquanto a inflação de serviços apresenta sinais de pressão. A valorização cambial tem ajudado a conter as pressões inflacionárias, e os preços dos alimentos registraram uma redução significativa.

No entanto, os núcleos de inflação ainda exigem cautela na condução da política monetária.

Reação do Mercado

Perri espera uma reação positiva dos ativos brasileiros nesta quinta-feira, com a bolsa de valores subindo, o dólar caindo e a curva de juros fechando. Constantino aponta que segmentos sensíveis aos juros, como a indústria e o varejo, continuam enfrentando dificuldades devido ao crédito caro, enquanto o setor de serviços mostra sinais de acomodação gradual.

Desafios e Expectativas

O cenário fiscal permanece desafiador, com medidas de estímulo recentes adicionando incerteza à trajetória da dívida pública. O ambiente pré-eleitoral também afeta a dinâmica da dívida. O Copom manterá um tom cauteloso, reforçando que os ajustes dependerão dos dados econômicos.

O mercado aguarda agora a confirmação do corte em março.

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