Banco Central liquida Banco Master e aprofunda crise no sistema financeiro!
BC liquida Banco Pleno e Pleno DTVM: Master entra em desmonte! Augusto Lima sob investigação. Saiba mais.
O Banco Central do Brasil (BC) anunciou nesta quarta-feira a liquidação de mais duas instituições financeiras vinculadas ao grupo Banco Master: o Banco Pleno e a Pleno DTVM. Essa decisão eleva o número total de empresas do sistema financeiro que foram liquidadas desde novembro de 2025 para oito.
As instituições, controladas por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, representam o desmantelamento gradual do conglomerado após a identificação de problemas financeiros e riscos de contágio ao sistema.
Histórico das Liquidações
Desde novembro de 2025, o BC tem realizado uma série de liquidações, começando com a CBSF DTVM (ex-Reag Investimentos) em janeiro de 2026, devido a suspeitas de ocultação de prejuízos. Em seguida, foi decretada a liquidação do Will Bank, o braço digital do grupo, após falhas nas negociações de venda e o bloqueio das operações com cartões Mastercard.
A adição do Banco Pleno e da Pleno DTVM eleva o total de instituições liquidadas a oito.
Dificuldades Financeiras e Estruturações
O Banco Pleno, originalmente conhecido como Banco Voiter, foi adquirido por Augusto Lima no segundo semestre de 2025, após a saída de Daniel Vorcaro do Master. A instituição recebeu dois aportes de capital de R$ 160 milhões, herdando cerca de R$ 6 bilhões em CDBs do Master e buscando estruturar uma nova carteira de crédito.
No entanto, a instituição enfrentou dificuldades para captar recursos e vender ativos em volume suficiente, o que levou a problemas para honrar compromissos e pagar os CDBs transferidos.
FGC e Recuperação Judicial
Com as liquidações, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores em produtos cobertos, como CDBs, LCIs e LCAs, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitando o teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
O caso Master resultou no maior acionamento da história do fundo, com cerca de R$ 41 bilhões reservados para pagamentos. Adicionalmente, a Justiça reconheceu a recuperação judicial de duas empresas do Grupo Fictor, que havia apresentado proposta para comprar o Banco Master e aportar R$ 3 bilhões na instituição.
A empresa alegou que o anúncio da proposta gerou uma onda de resgates, levando à crise de liquidez e ao pedido de recuperação judicial. As dívidas declaradas somam R$ 4,2 bilhões. A justiça também determinou o bloqueio de R$ 150 milhões em bens da Fictor, referentes a garantias contratuais não cumpridas em operações com cartão de crédito, além de R$ 500 mil bloqueados em fevereiro por contratos ligados a investimentos em ativos do agronegócio.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real