O Banco Central prossegue com a liquidação extrajudicial da instituição CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, anteriormente conhecida como Reag Trust DTVM. Essa decisão, tomada na manhã de quinta-feira (15), representa mais um passo na complexa teia envolvendo o Banco Master.
Com essa medida, os bens dos controladores e ex-administradores da CBSF ficam indisponíveis, conforme declarado pela autarquia. A justificativa para a liquidação extrajudicial reside em “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN),” embora detalhes específicos das transgressões não tenham sido divulgados.
Contexto da Operação Compliance Zero
A decisão se segue a uma segunda fase de buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga fundos da corretora. Nos últimos meses, a CBSF foi mencionada em suspeitas de fraudes praticadas pelo Banco Master, utilizando fundos ligados à Reag DTVM.
Impacto no Sistema Financeiro Nacional
O Banco Central avaliou que a CBSF representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN, minimizando o risco de contágio para o mercado como um todo. A autarquia informou que as investigações continuam em andamento e podem resultar em sanções administrativas adicionais, além de comunicações formais a outras autoridades competentes.
Histórico da CBSF e Reag Sediada em São Paulo, a CBSF era a principal empresa do grupo Reag e atuava na administração de fundos fiduciários, fundos de investimento em participações (FIPs), FIDCs e fundos multimercado. Originalmente, a empresa fazia parte do ecossistema da GetNinjas, que passou por uma reestruturação e mudou de ticker na B3 em fevereiro de 2025.
A investigação apurava supostas conexões entre o crime organizado, o setor de combustíveis e estruturas do mercado financeiro — incluindo empresas da Faria Lima, como a própria Reag. Esse histórico ganhou um novo capítulo nesta semana.
