Banco Digimais: Crise, Intervenção e o Legado Controverso de Edir Macedo no Setor Financeiro
Banco Digimais: Crise e Resgate! 😱 Após anos de turbulência, incluindo dívidas e controvérsias, o que será do futuro desta instituição? Saiba mais!
O Banco Digimais é um exemplo interessante de como instituições financeiras brasileiras se adaptaram às mudanças do setor. Fundado em 1981 como Banco Renner, em Porto Alegre, o banco iniciou suas operações como um tradicional banco de varejo, focando em financiamento de veículos e créditos pessoais.
A história do banco está intrinsecamente ligada à família Renner, que também possuía a rede varejista homônima. Ao longo dos anos, o banco passou por uma transformação significativa, acompanhando o movimento de digitalização que se intensificou no Brasil.
A Influência do Grupo Record e Edir Macedo
Um ponto crucial na trajetória do Banco Digimais foi a entrada do Grupo Record, liderado por Edir Macedo, em 2009. A aquisição inicial de 40% da participação acionária marcou o início de um processo de mudança que culminaria no controle total da instituição em 2020.
Essa transição refletiu uma estratégia de modernização e digitalização, visando posicionar o banco como uma referência em soluções financeiras inovadoras e online. A mudança do nome para Banco Digimais em julho de 2020 simbolizou essa nova direção.
Desafios e Estratégias de Crescimento
Nos anos seguintes, o Banco Digimais adotou uma abordagem mais agressiva para o crescimento, aproveitando-se da liquidação do Banco Master. A instituição adquiriu carteiras de crédito originadas pelo Banco Master e por sócios ligados à instituição, o que gerou um período de expansão, mas também trouxe consigo desafios.
A inadimplência do banco aumentou significativamente após a pandemia, pressionando seu patrimônio e exigindo investimentos contínuos para evitar a falência técnica.
Riscos e Desafios Regulatórios
A situação do Banco Digimais atraiu a atenção de analistas do mercado financeiro, que compararam seu cenário ao do Banco Master. A reputação do banco também foi afetada pela associação com Edir Macedo e a Igreja Universal, o que dificultou a captação de recursos e a formação de parcerias estratégicas.
Em determinado momento, a fintech Nubank avaliou a aquisição do banco, mas desistiu devido à associação com o grupo religioso.
Intervenções e Soluções Regulatórias
O projeto BlueBank, liderado por Maurício Quadrado, também foi vetado pelo Banco Central, devido à sua ligação com o Banco Master e suspeitas de problemas sistêmicos. Para tentar solucionar a crise, o Banco Central nomeou Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, como CEO do banco.
Essa medida buscava fortalecer a articulação institucional em Brasília e evitar uma intervenção mais drástica.
Litígios e Vigilância Intensificada
A situação se agravou com o litígio envolvendo o fundo EXP 1, que apontou irregularidades na documentação de 42% das cédulas de crédito transferidas. Apesar das negativas do banco, o Banco Central manteve o Digimais sob um regime de “vigilância intensificada”, refletindo a crescente preocupação com a qualidade dos ativos e a necessidade de proteger os depositantes, após os casos do Banco Master e do Will Bank.
Autor(a):
Redação
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