Banco do Brasil Aposta no Agronegócio em Cenário de Desafios e Oportunidades

Banco do Brasil mira R$ 3 bilhões na Agrishow 2026 e aposta no agronegócio! Gilson Bittencourt detalha estratégias para estabilizar setor, com foco em crédito

29/04/2026 11:24

2 min

Banco do Brasil Aposta no Agronegócio em Cenário de Desafios e Oportunidades
(Imagem de reprodução da internet).

Banco do Brasil Aposta na Estabilização do Agronegócio Apesar dos Desafios

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BB), Gilson Alceu Bittencourt, vê um cenário promissor para o setor, mesmo com a incerteza em torno da taxa Selic. Em entrevista ao Money Times, durante a Agrishow em 2026, Bittencourt destacou que uma queda na taxa de juros, mesmo que gradual, pode impulsionar novos investimentos e auxiliar na regularização de dívidas, especialmente para grandes indústrias de máquinas e insumos que enfrentam dificuldades financeiras.

O banco, que possui uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio, espera uma estabilidade em 2026, reconhecendo que manter esse volume representa um desafio considerável, dada a necessidade de repor os vencimentos e o cenário de crédito mais restritivo.

O BB projeta um volume de negócios de R$ 3 bilhões na Agrishow, com resultados positivos até o momento, e acredita que pode atingir essa meta.

Incentivos e Condições Favoráveis

Para o evento, o Banco do Brasil ofereceu condições especiais, como isenção da taxa operacional em operações realizadas na feira, linhas de pré-custeio para a safra 2026/2027 com taxas a partir de 8% para produtores médios e 11% para grandes, e maior disponibilidade de recursos equalizados, inclusive para máquinas.

Essas medidas foram implementadas em razão da redistribuição de recursos pelo governo ao longo do ano para o Plano Safra.

Leia também

Visão Sobre o Setor Agrícola

Bittencourt ressaltou que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas sim desafios pontuais, evidenciados pela forte safra de 2026, com áreas, produção e produtividade em alta. Ele espera a retomada do processo de adimplência, impulsionada por critérios de concessão mais rigorosos, ampliação das garantias e uma análise aprofundada da capacidade de pagamento dos produtores.

O executivo identificou que os desafios mais significativos se concentram na região Centro-Oeste e em perfis de produtores específicos.

Fluxo de Caixa e Estratégias de Produtores

Bittencourt explicou que o principal problema enfrentado por muitos produtores é a dificuldade no fluxo de caixa, decorrente de fatores como problemas climáticos, preços de mercado, arrendamentos caros, investimentos em momentos de alta e imobilização de capital.

Para os produtores alavancados, ele sugere alongar prazos de pagamento, ajustar o caixa, reduzir investimentos, revisar custos e, se necessário, liquidar ativos para reequilibrar as finanças. As recuperações judiciais (RJ) também estão em fase de aprendizado, mas o executivo acredita que a padronização do processo, impulsionada por um provimento do Conselho Nacional de Justiça, trará mais segurança e clareza.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!