Banco do Brasil em queda após alerta do Goldman Sachs sobre riscos no crédito rural

Banco do Brasil em queda após rebaixamento do Goldman Sachs! 🚨 Ações recuam 2,62% com riscos no crédito rural e inflação. Saiba mais!

29/04/2026 15:09

3 min

Banco do Brasil em queda após alerta do Goldman Sachs sobre riscos no crédito rural
(Imagem de reprodução da internet).

Ação do Banco do Brasil Cai com Rebaixamento do Goldman Sachs

Os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) apresentaram queda nesta quarta-feira (29), após a análise do Goldman Sachs, que alterou a recomendação do papel de neutro para venda. A ação recuava 2,62% por volta das 10h29, com preço de R$ 21,95. A mudança reflete preocupações sobre os riscos na carteira de crédito rural e a dificuldade de prever os resultados do banco ao longo de 2026.

Crédito Rural: Principal Preocupação

Segundo o Goldman Sachs, o principal fator de risco reside na deterioração da qualidade dos ativos relacionados ao agronegócio. A alta dos custos de fertilizantes, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, e a falta de compensação nos preços das commodities agrícolas contribuem para essa instabilidade.

O cenário macroeconômico também exerce pressão, com inflação elevada e juros altos, além dos impactos climáticos do El Niño.

O setor rural representa cerca de 30% da carteira do banco, mas responde por aproximadamente 60% das provisões no quarto trimestre de 2025. As provisões aumentaram de R$ 8,8 bilhões para R$ 10,5 bilhões, enquanto a cobertura de inadimplência caiu para 158%, abaixo da média histórica de 223%.

Essa situação indica que o banco pode ter dificuldades em cumprir suas metas de crescimento.

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Guidance em Risco

A avaliação do Goldman Sachs sugere que o Banco do Brasil pode enfrentar dificuldades para atingir o guidance (previsão) para 2026. A necessidade de manter provisões elevadas, estimada em R$ 64 bilhões, é 10% acima do teto do guidance, que varia entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A expectativa é de que as provisões cheguem a R$ 19 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 6% em relação ao trimestre anterior.

O banco admite que pode revisar essas provisões para cima, caso a situação se agrave. O lucro e a rentabilidade do banco também estão pressionados, com projeções de lucro líquido abaixo do guidance da empresa.

Projeções de Lucro e Rentabilidade em Dificuldade

O Goldman Sachs projeta um lucro líquido de R$ 21 bilhões para 2026, o que representa uma redução de 6% em relação ao guidance do banco, que varia entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. As projeções de lucro foram reduzidas em 14% para 2026, 10% para 2027 e 7% para 2028, ficando abaixo do consenso da Bloomberg.

O retorno sobre patrimônio (ROE) também deve ser afetado, com uma projeção de apenas 10,7% no consolidado do ano. As estimativas de ROE para os trimestres incluem 7%, 10%, 11% e 14%, respectivamente.

Ação Barata, Riscos Elevados

Apesar de negociar com múltiplos considerados atrativos, como 6,3 vezes preço/lucro para 2026 e 0,6 vez preço sobre valor patrimonial, o Goldman Sachs acredita que o desconto não compensa os riscos associados a lucros, ao guidance e à qualidade da carteira.

A instituição optou por uma recomendação de venda, mesmo com a ação sendo considerada barata em termos relativos.

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