Banco do Brasil: Lucro Surpreende, Mas Mercado Segura a Cautela!

Banco do Brasil surpreende com lucro, mas mercado mantém cautela! 🚀 O lucro recorde no 4T25 reacendeu o debate, mas especialistas alertam: qualidade da carteira ainda é um grande desafio. Descubra as projeções e o futuro do BBAS3!

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(Imagem de reprodução da internet).

Banco do Brasil: Lucro Surpreende, Mas Cautela Persiste

A combinação de um lucro acima das projeções e uma rentabilidade de dois dígitos reacendeu o debate sobre uma possível virada do Banco do Brasil (BBAS3). No entanto, para grande parte do mercado, ainda é cedo para afirmar que o pior ficou para trás.

O quarto trimestre do ano passado apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões, uma queda de 40,1% em comparação com o ano anterior, mas uma recuperação de 51,7% em relação aos três meses anteriores. A rentabilidade do patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 12,4% no trimestre, com uma redução de 8,4 pontos percentuais em relação ao ano e um avanço de 4 pontos em comparação com o período anterior.

Indicadores Chave do Balanço do Banco do Brasil (4T25)

| Indicador | Resultado | Variação (a/a) | Evolução (t/t) |

| Lucro líquido | R$ 5,74 bilhões | – | +51,7% |

| ROAE | 12,4% | -8,4 p.p | +4 p.p |

| Margem Financeira | R$ 27,8 bilhões | – | +3,8% |

| Carteira de Crédito Ampliada | R$ 1,29 trilhão | – | +2,5% | +1,4% |

Fonte: Balanço enviado à CVM, consenso Bloomberg e média de projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.

Fatores por Trás do Lucro Mais Forte

A surpresa no lucro do Banco do Brasil no 4T25 foi, em parte, devido a um efeito tributário positivo de R$ 1,8 bilhão no trimestre. Originalmente, analistas projetavam uma despesa tributária de R$ 216 milhões, mas o resultado oposto, impulsionado por um EBT menor e um mix de produtos favorável, beneficiou o número final.

Custos de Crédito e Qualidade da Carteira

Apesar do lucro, os altos custos de crédito e a persistência de problemas na qualidade da carteira, especialmente no agronegócio, continuam sendo preocupações. Fernando Siqueira, head de research da Eleven Financial, descreve o resultado como “um lucro até alto, mas com uma qualidade muito baixa”.

Visões Divergentes do Mercado

Enquanto a XP Investimentos manteve uma postura cautelosa, o JP Morgan adotou um tom mais construtivo, embora ainda distante de qualquer euforia. O BTG Pactual expressou frustração com o EBT do Banco do Brasil, que ficou 17% abaixo das estimativas, e o Citi avaliou que, apesar do resultado acima do esperado, o Banco do Brasil ainda não virou a chave.

Cenário Turbulento para o Crédito

A inadimplência no agronegócio piorou, e houve uma leve deterioração na carteira de pessoa física. O segmento corporativo apresentou melhora no trimestre. A desaceleração do crescimento da carteira de crédito nos três grandes segmentos foi vista como um ponto positivo.

Projeções para 2026: Expansão Contida e Cautela

O guidance para 2026 reforça essa estratégia mais conservadora. O Banco do Brasil projetou uma carteira sustentável de 2% a 6%, uma margem financeira bruta de 4% a 8%, um custo do crédito de R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões, receitas de prestação de serviços de 2% a 6%, despesas administrativas de 5% a 9%, lucro líquido ajustado de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões.

Aposta do Mercado: Reticência e Cautela

Apesar do resultado acima das expectativas, o mercado permanece reticente. De sete recomendações compiladas pelo TradeMap para BBAS3, apenas uma é de compra; as outras seis são neutras. A XP Investimentos manteve recomendação neutra, citando o cenário ainda pressionado de qualidade de ativos, visibilidade limitada de normalização, custos de crédito elevados, múltiplos mais exigentes e um dividend yield menos atraente.

O BTG também seguiu com classificação neutra para as ações BBAS3, diante da “baixa visibilidade de normalização do risco no agro”.

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