Banco do Brasil Ajusta Estratégia com Foco em Rentabilidade e Crescimento Seletivo
Após um período de desafios na rentabilidade e na qualidade da carteira de crédito, o Banco do Brasil (BBAS3) está redefinindo sua estratégia, buscando recuperar a rentabilidade e expandir o crescimento de forma mais focada. A administração do banco, liderada pela CEO Tarciana Medeiros e pelo vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias, enfatiza a importância de reconstruir a base e garantir a sustentabilidade dos resultados.
O objetivo principal para 2026 é alcançar uma rentabilidade na faixa de 11% a 13% (os chamados “low teens”), um avanço em relação aos patamares mais baixos observados nos últimos trimestres. Para atingir essa meta, o banco está priorizando o crescimento em segmentos de clientes com maior potencial de retorno, como o público de alta renda e clientes com histórico de relacionamento de longo prazo.
Uma das principais mudanças na estratégia do BB é o redirecionamento do crescimento para o mercado de pessoa física, especialmente no segmento de crédito consignado. A meta é alcançar 20% de market share no consignado privado e ampliar a liderança no crédito para servidores públicos.
Além disso, o banco busca expandir sua atuação em clientes com renda entre R$ 5 mil e R$ 9 mil, um público considerado estratégico com grande potencial de retorno.
A administração do banco ressalta que a recuperação da rentabilidade dependerá da velocidade de recuperação dos agricultores que alongaram dívidas, da eficiência na cobrança e do estancamento das recuperações judiciais, que têm prejudicado o setor agro e as instituições financeiras.
A meta é alcançar uma rentabilidade de 11% a 13% (os chamados “low teens”) para 2026, um avanço em relação aos patamares mais baixos observados nos últimos trimestres.
Foco no Agronegócio e Expansão Seletiva
Apesar de ter sido o epicentro da deterioração recente, o agronegócio continua sendo uma prioridade para o Banco do Brasil. A maior parte da carteira agro (94% está em dia) e a meta de 230 novas praças no setor demonstram o compromisso do banco com o setor.
No entanto, a estratégia agora é preservar capital, ajustar o mix de ativos e recuperar a qualidade dos ativos.
Além do agronegócio, o banco está buscando expandir sua atuação em clientes de alta renda, oferecendo benefícios como acesso ilimitado a salas VIP em aeroportos. A administração do banco ressalta que o foco é manter os clientes no relacionamento, oferecendo uma experiência que os encante.
Próximos Passos e Desafios
A administração do Banco do Brasil reconhece que a recuperação da rentabilidade dependerá de fatores externos, como a velocidade de recuperação dos agricultores e o estancamento das recuperações judiciais. A meta é alcançar uma rentabilidade de 11% a 13% (os chamados “low teens”) para 2026, um avanço em relação aos patamares mais baixos observados nos últimos trimestres.
