Oportunidade Oculta no Setor Bancário
Investir em bancos tradicionalmente significa apostar em nomes consolidados como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil e Banco do Brasil. Essas instituições, amplamente cobertas por analistas, representam a maioria das carteiras de investidores.
No entanto, a XP Investimentos acaba de revelar uma aposta que pode escapar à atenção da maioria: o Banco Mercantil (BMEB3). A corretora vê uma oportunidade única de valorização, especialmente para aqueles que buscam um perfil de investimento mais conservador e com potencial de retorno acima da média.
Análise da XP Investimentos
A XP destaca que o Banco Mercantil se diferencia por seu foco em um nicho específico: empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS. Essa especialização, longe de ser uma desvantagem, é vista como um diferencial estratégico, especialmente considerando a dificuldade de entrada no mercado por barreiras regulatórias.
A corretora acredita que essa concentração permite ao banco operar em um ambiente regulado e defensivo, com um funil de aquisição de clientes proprietário e um custo de aquisição competitivo.
Modelo de Negócio com Vantagens
O modelo de negócio do Banco Mercantil é baseado em empréstimos garantidos pelo INSS, o que reduz significativamente o risco de crédito e garante um fluxo de caixa previsível. Além disso, a corretora aponta que o banco utiliza esse produto como porta de entrada para um ecossistema mais amplo de produtos e serviços, expandindo o relacionamento com o cliente e aumentando o valor do cliente ao longo do tempo (LTV).
Essa estratégia, combinada com a eficiência operacional e uma gestão conservadora de capital, contribui para um modelo de negócio escalável e rentável.
Riscos e Expectativas
Apesar do potencial de valorização, a XP Investimentos também aponta alguns riscos associados ao Banco Mercantil. Mudanças regulatórias, uma possível perda de competitividade nos leilões do INSS ou um cenário macroeconômico desfavorável podem impactar negativamente o negócio.
No entanto, a corretora acredita que o preço-alvo de R$ 126, atualmente refletido em uma cotação de R$ 74,50, embute um múltiplo mais condizente com a qualidade do negócio, considerando o ROE de 45% e o lucro de R$ 254 milhões do banco no terceiro trimestre de 2026.
