Bitcoin dispara acima de US$ 91,3 impulsionado por risco e novas análises
Bitcoin dispara acima de US$ 91 mil! A alta é impulsionada por risco e pela forte valorização do Nikkei. Análise de André Franco aponta para institucionalização
O preço do Bitcoin atingiu US$ 91,3 nesta terça-feira, impulsionado por um aumento no apetite por risco nos mercados globais. Esse movimento acompanha a forte alta das bolsas asiáticas, especialmente o Nikkei, que alcançou novas máximas devido à fraqueza do iene.
O desempenho positivo de setores como tecnologia e aqueles ligados à recuperação econômica tem favorecido ativos mais voláteis, conforme análise de André Franco, CEO da Boost Research.
Análise de Especialistas e Condições de Mercado
Franco destaca que esse cenário de maior risco tende a beneficiar o mercado de criptoativos, com foco particular no Bitcoin. Ele observa que a desvalorização do dólar americano e o redirecionamento de capital para fora dos Estados Unidos também contribuem para o aumento do preço do Bitcoin.
A avaliação técnica do ativo indica um viés de alta moderado, porém com tendência de consolidação ou testes graduais.
Fatores que Influenciam o Mercado
As incertezas em relação à política monetária global, especialmente sobre o ritmo e o início de cortes de juros pelo Federal Reserve, limitam movimentos bruscos no Bitcoin. A busca por ativos de proteção, como o ouro em níveis recordes, reflete a postura defensiva dos investidores diante das tensões geopolíticas e dos rumores sobre a independência do Fed.
Compra Institucional e Percepção do Bitcoin
O mercado reagiu ao anúncio da MicroStrategy, que realizou sua maior compra de Bitcoin desde julho, adicionando 13.627 BTC ao seu caixa. A empresa financiou a operação com a venda de ações. Franco considera esse movimento um reforço da percepção do Bitcoin como um ativo estratégico, com impacto positivo no médio e longo prazo.
Panorama Regulatório Divergente
O cenário regulatório apresenta sinais mistos. Em Dubai, a autoridade reguladora de ativos virtuais endureceu as regras, proibindo tokens de privacidade e impondo exigências mais rigorosas para stablecoins, em um processo de “reset” regulatório.
No Brasil, o governo do Ceará prioriza a mineração de Bitcoin para 2026, com foco em infraestrutura digital e atração de data centers. Franco ressalta a fase de institucionalização do mercado de criptoativos, mas com abordagens regulatórias distintas entre os países, gerando volatilidade e assimetrias regionais.
Stablecoins e o Sistema Financeiro Tradicional
O debate sobre stablecoins também está no centro das atenções, com a Coinbase enfrentando resistência de bancos para manter programas de recompensas para usuários que mantêm stablecoins. Franco argumenta que essa discussão reflete uma disputa por eficiência financeira e pela definição de como esses ativos devem ser regulados dentro do sistema financeiro tradicional.
Autor(a):
Redação
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