Bitcoin em Queda: Correção Histórica ou Fundo Permanente?

Bitcoin em queda! 📉 A criptomoeda despencou de US$ 120 mil para US$ 70 mil. Especialistas alertam: é correção ou o fim? 😱 Ouça a análise de Gabriel Bearlz e Valter Rebelo no “Touros e Ursos” e descubra o futuro do Bitcoin! 🚀 #Bitcoin #Criptomoedas #Investimentos

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(Imagem de reprodução da internet).

O Bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, enfrenta um momento desafiador. Após atingir uma máxima histórica de US$ 120 mil em outubro de 2026, a cotação despencou para aproximadamente US$ 70 mil, representando uma desvalorização de quase 50% em um curto período.

A questão central é: essa queda é apenas uma correção ou o início de uma tendência mais profunda?

Análise de Especialistas

Para entender melhor a situação, o podcast “Touros e Ursos” recebeu os insights de Gabriel Bearlz, da Mercurius Crypto, e Valter Rebelo, da Empiricus. Rebelo argumenta que o mercado de criptomoedas está passando por uma mudança na forma de negociar o Bitcoin, com a oscilação de preço refletindo uma nova dinâmica impulsionada por investidores institucionais.

Bearlz, por sua vez, enxerga o movimento atual como uma fase de amadurecimento, e não como um colapso definitivo do ativo.

O Contexto Macroeconômico

Ambos os analistas concordam que o cenário macroeconômico global favorece ativos de risco. Desde o ano passado, observam uma rotação de carteiras entre os investidores, o que contribui para a pressão sobre o preço do Bitcoin. “É mais uma mudança de alocação de capital do que um bear market tradicional”, explica Rebelo.

Correção Histórica

Curiosamente, a queda de quase 50% na cotação do Bitcoin é a menor correção histórica da criptomoeda, considerando as quedas anteriores que oscilaram entre 70% e 80%. Bearlz destaca que o Bitcoin amadureceu no mercado de investimentos nos últimos anos, com sua volatilidade diminuindo gradualmente.

Entrada Institucional e ETFs

A entrada significativa de capital no mercado de Bitcoin, impulsionada pela criação de ETFs (Fundos de Investimento) de Bitcoin, mudou o perfil dos investidores. Cerca de US$ 150 bilhões foram injetados no mercado via fundos passivos. Rebelo aponta que a pressão de venda recente veio justamente desses fundos.

Bitcoin e o Mercado de Tecnologia

Bearlz acredita que o Bitcoin está se tornando cada vez mais institucionalizado, comportando-se como uma ação de tecnologia, seguindo os movimentos de gigantes como Microsoft e Amazon. A correlação de 85% entre o Bitcoin e o índice Nasdaq ilustra essa convergência.

Diferentes Cenários em Relação a 2022

Ao contrário da queda de 2022, que foi desencadeada pela quebra de grandes empresas como a FTX, a correção atual não tem relação com uma crise interna. Bearlz ressalta que não há pressão regulatória ou um cenário macroeconômico negativo no momento.

Projeções e Limites

Os analistas projetam que o Bitcoin está próximo de um nível considerado “fundo”, com um limite para novas quedas. Rebelo aponta o nível de US$ 68 a US$ 69 mil como um suporte histórico importante, que representou o pico do ciclo de 2021. Além disso, o analista da Empiricus avalia que o antigo ciclo de quatro anos, baseado no halving, perdeu sua relevância, já que o movimento atual é mais influenciado pela psicologia dos investidores e pelo fluxo de capitais.

Visão para o Futuro

A visão de Bearlz para o futuro é otimista, com um preço-alvo de US$ 150 mil para a criptomoeda, embora ele não veja espaço para uma renovação do pico histórico neste ano.

“Touros e Ursos” da Semana

No encerramento do programa, os convidados selecionaram os “touros” e “ursos” da semana. A Raízen (RAIZ4) foi considerada um “touro” devido ao seu destaque positivo, impulsionado por cortes de impostos e investimentos militares. Por outro lado, o “apocalipse do software”, provocado pelo temor de que a inteligência artificial torne obsoletos sistemas como Salesforce e SAP, eliminou cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado do setor de tecnologia.

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