Bitcoin em queda: tensões globais e risco impulsionam volatilidade no mercado cripto

Bitcoin cai com a aversão ao risco; Boost Research e Paulo Aragão analisam cenário cripto e intervenção do Banco Central do Japão

21/01/2026 9:31

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(Imagem de reprodução da internet).

Na quarta-feira, 21, o Bitcoin enfrentou pressão em um cenário de aversão ao risco, influenciado por eventos nas ações asiáticas e pela busca por ativos considerados seguros, como o ouro. André Franco, CEO da Boost Research, atribuiu o movimento a uma combinação de fatores, incluindo tensões geopolíticas, disputas comerciais entre EUA e Europa, e o ressurgimento de críticas à economia americana.

Essa situação provocou uma queda nas ações em Wall Street e um deslocamento de capital para ativos de proteção, como ouro e prata.

Análise de Curto Prazo

Franco mencionou que o preço do Bitcoin estava em torno de US$ 89.400, com uma expectativa neutra a levemente negativa no curto prazo. A probabilidade de consolidação do preço era maior do que de uma alta significativa. O foco principal era a proteção de capital em um ambiente de incerteza.

Acompanhamento do Banco Central do Japão

Paulo Aragão, economista e host do podcast Giro Bitcoin, ressaltou a importância do mercado de títulos do Japão. Aragão explicou que um movimento nos juros de longo prazo no Japão aumentou a aversão ao risco global, impactando diretamente o mercado cripto.

O mercado está atento a uma possível intervenção do Banco Central do Japão, que poderia aliviar a tensão.

Volatilidade e Ruídos Técnicos

Além do cenário macroeconômico, um problema técnico na corretora descentralizada Paradex contribuiu para a volatilidade. “Um problema técnico na corretora descentralizada Paradex levou o preço do Bitcoin a aparecer momentaneamente como zero”, relatou Aragão, devido a uma falha na migração de banco de dados.

Esse incidente amplificou o nervosismo e a volatilidade no curto prazo.

Análise Técnica do Bitcoin

Aragão indicou níveis observados por traders. “Os dados de mercado indicam que uma reação inicial poderia levar o Bitcoin de volta à região dos US$ 91.600”, afirmou. Ele também destacou a faixa “entre US$ 95.000 e US$ 95.300” como área com concentração de posições vendidas, onde recompras podem ocorrer se o preço estabilizar.

Outras Frentes do Mercado Cripto

A Boost Research também mencionou o avanço de ativos digitais lastreados em metais. “O volume de negociação de ouro tokenizado superou o da maioria dos ETFs tradicionais”, apontou Franco, em meio à valorização do ouro e à migração para estruturas com liquidez contínua.

A análise também mencionou a expansão da Chainlink para dados do mercado de ações dos EUA via “Data Streams”, a definição de data para airdrop de tokens a acionistas da Trump Media (DJT), restrições ao Polymarket em Portugal e uma iniciativa na CFTC voltada a ativos digitais.

No curto prazo, a referência central segue sendo o nível de estabilidade do preço. “O Bitcoin precisa se manter acima da região dos US$ 89.500 para evitar novas mínimas no mês e atrair compradores novamente”, afirmou Aragão.

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