Bitcoin se mantém em R$ 320 mil com sinais de cautela
O Bitcoin flutuava em torno de US$ 63 mil, apresentando um viés neutro a levemente negativo no curto prazo. Essa situação se deve à crescente volatilidade do mercado global, impulsionada por incertezas em relação às políticas tarifárias dos Estados Unidos e pelos temores sobre o impacto da inteligência artificial no setor de tecnologia.
A recente correção do preço reflete a aversão ao risco observada em Wall Street, especialmente após a queda de ações de empresas de tecnologia.
Apesar desse cenário, algumas bolsas asiáticas mostraram sinais de recuperação nesta sessão. O Nikkei e o CSI 300 se destacaram, indicando uma tentativa de estabilização após a queda do S&P 500 no dia anterior. O mercado, em geral, demonstra uma postura cautelosa diante das incertezas econômicas.
André Franco, CEO da Boost Research, acredita que o cenário atual favorece a consolidação do Bitcoin no curto prazo. “A pressão macroeconômica e a incerteza global dificultam a ocorrência de movimentos de alta consistentes no Bitcoin, abrindo espaço para uma lateralização ou retrações técnicas”, explica Franco.
Fluxo de Investimentos no Brasil Contrasta com o Mercado Global
No Brasil, a situação é bem diferente. Dados da CoinShares revelam que investidores brasileiros injetaram US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15,5 milhões) em fundos de criptoativos na semana que encerrou em 20 de fevereiro. Esse fluxo positivo se soma a um acumulado de 30 dias de investimentos que totaliza R$ 193,2 milhões, um contraste marcante com a quinta semana consecutiva de saídas líquidas observadas no mercado global.
Aprovação da Crypto.com nos EUA Impulsiona a Consolidação
Adicionalmente, a Crypto.com obteve a aprovação para atuar como custodiante regulamentado de criptoativos nos Estados Unidos, sob a supervisão do Office of the Comptroller of the Currency (OCC). Essa licença de banco fiduciário nacional aumenta a segurança jurídica para investidores institucionais e contribui para o processo de consolidação regulatória do setor de criptomoedas.
Investidor em Hong Kong Aumenta Exposição ao Bitcoin
Em Hong Kong, um investidor confirmou a posse de US$ 436 milhões em cotas do ETF de Bitcoin da BlackRock (IBIT), representando um dos maiores aportes individuais fora dos Estados Unidos. O investidor justifica a alocação como parte de uma estratégia de longo prazo, focada na diversificação de investimentos em um contexto de instabilidade macroeconômica global.
