Bitcoin: “Óbito” de Burry Recomeça e Ameaça o Mercado Cripto!

Bitcoin: “Óbito” Recomeça? Burry Alerta Sobre “Espiral da Morte”
Michael Burry prevê “espiral da morte” para o Bitcoin (BTC) após queda abaixo de US$ 73 mil. O gestor, conhecido por prever a crise de 2008, alerta para o risco de desvalorização. O Bitcoin já sofreu 461 “certidões de óbito” desde 2011!

05/02/2026 14:49

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(Imagem de reprodução da internet).

Bitcoin: A Espiral do Óbito Recomeça

O cenário se repete com frequência no mercado de Bitcoin (BTC). Assim que o preço apresenta sinais de queda, o pânico se instala, e inevitavelmente, alguém surge para anunciar o fim da criptomoeda. Não importa o ano, a magnitude da desvalorização ou o contexto econômico, o Bitcoin sempre enfrenta a ameaça de um “óbito”, que, surpreendentemente, se transforma em um novo ciclo de alta.

Recentemente, o gestor Michael Burry, conhecido por sua previsão da crise imobiliária de 2008, assumiu o papel de profeta do apocalipse cripto. Burry alertou para a possibilidade de o Bitcoin entrar em uma “espiral da morte”, um fenômeno comum em ativos altamente alavancados e que dependem fortemente da confiança do mercado.

O alerta surgiu após o Bitcoin atingir um patamar de preço inferior a US$ 73 mil na terça-feira, o menor valor registrado desde que retornou à atenção do público há pouco mais de um ano. A declaração direta de Burry gerou grande repercussão nas redes sociais, intensificando debates e contribuindo para a criação de mais uma “certidão de óbito” para o Bitcoin.

Mas quais fatores explicam a queda recente do Bitcoin? A situação não surgiu do nada. Ela se insere em um cenário global de aversão ao risco, com investidores reduzindo sua exposição a ativos voláteis devido à expectativa de juros elevados por mais tempo, um dólar forte e menor liquidez internacional.

O mercado passou a reavaliar as expectativas em relação ao Federal Reserve (Fed) e a percepção de que a política monetária permanecerá restritiva por mais tempo, o que pressionou ações de tecnologia, criptomoedas e outros ativos que dependem de capital abundante para sustentar seu valor.

No mercado cripto, esse movimento foi amplificado por dinâmicas internas. Quando o preço começa a cair, mecanismos específicos se ativam, não por uma mudança fundamental no Bitcoin, mas pela própria natureza financeira do ativo. Essa “espiral da morte” é um padrão que se repete em mercados financeiros.

Burry descreve esse processo como o clássico funcionamento dos mercados. No caso do Bitcoin, o principal risco reside no efeito dominó provocado pela alavancagem, fundos, ETFs e investidores institucionais. Um período prolongado de estresse pode levar a saídas simultâneas de capital, pressionando ainda mais o preço.

“Cenários preocupantes agora entraram no campo do possível”, escreveu Burry em sua conta no Substack.

É importante ressaltar que Burry não afirmou que essa situação levaria inevitavelmente a um colapso econômico global ou a uma crise sistêmica comparável à de 2008. Ele avaliou que o Bitcoin ainda é relativamente pequeno em relação ao sistema financeiro como um todo, o que limita o risco de contágio financeiro amplo.

O “cemitério do Bitcoin” (BTC) já registrou 461 declarações de “morte” desde 2011, segundo o site Bitcoin Is Dead. A inclusão das declarações de Michael Burry marca um novo capítulo nessa história.

A pergunta que se coloca é: por que essas previsões de “morte” do Bitcoin sempre retornam? A criptomoeda ocupa um espaço peculiar no sistema financeiro, não sendo uma ação, uma moeda estatal ou uma empresa. Quando sobe, se torna um símbolo da “revolução financeira”.

Quando cai, se torna uma prova de que “nunca prestou”.

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