BofA e Safra rebaixam Usiminas: O que os bancos dizem sobre o futuro da siderúrgica?

BofA e Safra rebaixam Usiminas (USIM5)! Custos e caixa preocupam analistas. Veja o que os bancos dizem sobre o futuro da siderúrgica.

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(Imagem de reprodução da internet).

BofA e Safra Rebaixam Recomendações de Ações da Usiminas

O Bank of America (BofA) e o Safra reduziram suas recomendações de compra para as ações da Usiminas (USIM5). Essa mudança ocorreu devido aos custos mais elevados e às dúvidas persistentes sobre a capacidade de geração de caixa da siderúrgica.

Nesta segunda-feira, dia 13, os papéis registraram uma queda de 3,47%, atingindo a marca de R$ 6,96 em seu mínimo. O BofA alterou sua recomendação de compra para neutro, enquanto o Safra diminuiu de neutro para venda.

Análise dos Bancos: Custos e Potenciais Já Precificados

Apesar de se prever preços elevados para o aço plano, o que normalmente daria suporte à Usiminas, ambos os bancos fizeram os ajustes de recomendação. O motivo principal reside nas premissas de custos mais altos e nas preocupações com o fluxo de caixa da empresa.

Além disso, os analistas apontaram que os potenciais de ganho para a ação já estariam incorporados ao preço atual. Por volta das 15h, a ação caía 2,64%, chegando a R$ 7,02, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa naquele dia.

Visão do Safra e o Potencial de Valorização

O Safra elevou o preço-alvo da Usiminas para o final de 2026, passando de R$ 6,20 para R$ 7,70. Isso sugere um potencial de valorização de 6% na ação, mesmo com o rebaixamento da recomendação para neutro.

Os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro observaram que, embora a Usiminas tenha superado a Gerdau e o Ibovespa desde outubro, o espaço para novas reavaliações positivas parece limitado no momento.

Perspectivas de Mercado e Avaliação

Mesmo com a demanda forte por aço plano no Brasil, especialmente no segundo semestre de 2026–2027, o potencial adicional da ação é considerado baixo. O preço já reflete um cenário de aço mais favorável que o cenário base.

O Safra avalia que o valuation de 3,3x e o rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF yield) de cerca de 3% tornam a avaliação pouco atrativa. Já o BofA aponta que o valuation de 5,3x projetado para 2026 já pode estar considerando os aumentos de preço do aço plano.

Preocupações com Geração de Caixa e Riscos Operacionais

A geração de caixa da Usiminas é vista como fraca, especialmente com a normalização do capital de giro prevista para 2026. O Safra alerta que há risco de queda se os preços não melhorarem ou os custos não diminuírem.

Ambos os bancos notaram que as projeções já incluem preços otimistas e alguma redução nos custos de matérias-primas. As medidas antidumping, por exemplo, já parecem totalmente precificadas, visto que o papel subiu 65% desde o início das primeiras medidas AD em agosto de 2025.

Projeções de Fluxo de Caixa Livre

O Safra projeta que a geração de caixa livre da empresa cairá 5% em 2026. A melhora é esperada para 2027, com cerca de +3%, e em 2028, atingindo +11%, impulsionada por preços mais altos e menor custo dos produtos vendidos por tonelada.

O BofA manteve o preço-alvo em R$ 8, sugerindo um potencial de valorização de quase 11%. Contudo, o banco ressalta que a geração de caixa é pressionada, e há riscos caso os aumentos de preços não se concretizem, devido à pressão contínua de custos, como carvão e placas.

Destaque para Outras Siderúrgicas

Em contraste, o BofA elevou a recomendação da Ternium (TXSA34) de neutro para compra. A Ternium se junta à Gerdau (GGBR4) como uma das principais escolhas do banco para o setor.

Essa mudança de recomendação está ligada às expectativas de maiores rendimentos de fluxo de caixa livre a partir de 2027. Isso ocorreria porque o investimento em capital (capex) deve diminuir consideravelmente após a conclusão de investimentos cruciais.

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