O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta do hospital no DF Star, em Brasília, na sexta-feira, conforme o médico Brasil Caiado, um dos responsáveis pelo seu acompanhamento. A previsão foi divulgada nesta quarta-feira (25), um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizar a prisão domiciliar humanitária por 90 dias.
Segundo o médico, Bolsonaro concluirá na quinta-feira o ciclo de antibióticos prescritos para tratar de uma broncopneumonia bacteriana. A equipe médica já está preparando a casa para receber o ex-presidente. Durante a internação, Bolsonaro relatou dores no ombro direito.
Exames e uma avaliação ortopédica identificaram a possibilidade de uma cirurgia no futuro, caso seja realmente necessária. A alta hospitalar representa um avanço significativo desde o início da internação, que ocorreu em 13 de março. Na ocasião, Bolsonaro chegou ao hospital com febre alta, sinais de instabilidade na saturação e um quadro de broncopneumonia bilateral, com suspeita de origem aspirativa.
Desde então, ele passou pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), saiu da terapia intensiva e foi transferido para um quarto comum. Com a melhora do quadro clínico e o fim do tratamento antibiótico, previsto para quinta-feira, a equipe médica trabalha com a saída do hospital na sexta-feira.
O ministro Moraes autorizou a prisão domiciliar por 90 dias.
Na terça-feira (24), Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar humanitária e temporária de Bolsonaro. A medida, válida por 90 dias a partir da alta hospitalar, foi solicitada pela defesa, com o apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Além disso, Moraes impôs algumas restrições: Bolsonaro continuará com tornozeleira eletrônica e poderá receber visitas apenas de familiares, advogados e profissionais de saúde. Ele também ficará impedido de usar celular, dar entrevistas, fazer declarações públicas ou se manifestar em redes sociais.
Essa decisão mudou o local de cumprimento da pena. Antes, Bolsonaro estava preso e internado sob custódia. Agora, após a alta, ele irá para casa e cumprirá a pena em regime domiciliar temporário. A decisão também rejeitou pedidos de visitas políticas.
Moraes reforçou que qualquer descumprimento das condições pode levá-lo de volta ao cárcere comum.
O médico Brasil Caiado destacou a queixa de dor no ombro direito. Segundo ele, exames e a avaliação de um ortopedista indicaram a possibilidade de uma cirurgia. No entanto, a prioridade continua sendo a recuperação clínica da pneumonia e a conclusão do tratamento com antibióticos.
Apesar da alta estar próxima, o acompanhamento médico continuará fora do hospital.
