Bradesco BBI revisa Hapvida: alerta e novo preço-alvo para 2026!

O Bradesco BBI ajustou sua perspectiva sobre a Hapvida (HAPV3) nesta quinta-feira (30). O banco retirou a recomendação de “compra” e a elevou para “neutra”, acompanhando uma revisão no preço-alvo da ação. O novo valor-alvo estabelecido é de R$ 14,00 para o final de 2026, representando uma redução de 25% em relação ao preço anterior de R$ 19,00.
Apesar da redução, a recomendação neutra ainda indica um potencial de valorização de 19,1% sobre o último fechamento da ação.
Fatores que Influenciam a Mudança de Tomo
A decisão do Bradesco BBI foi motivada por uma série de fatores que surgiram após a última cotação da ação, que fechou em R$ 11,75 na véspera. Durante a sessão de hoje, por volta das 12h, a ação apresentava uma queda de 1,53%, negociada a R$ 11,57, destacando-se como uma das maiores quedas no Ibovespa.
A análise dos analistas Márcio Osako e Larissa Monte aponta para três pontos cruciais: resultados financeiros recentes da empresa, a falta de clareza sobre as perspectivas futuras e um valuation (avaliação) considerado elevado no curto prazo.
Análise do Valuation e Alavancagem
A ação da Hapvida está sendo negociada a múltiplos de 20 vezes o lucro por ação (P/L) para o ano de 2026, um valor superior ao da Rede D’Or (RDOR3), que está sendo negociado a cerca de 16 vezes o P/L. Além disso, a empresa apresenta um nível de endividamento que também chama a atenção, com a dívida líquida equivalendo a 2,4 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
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Pequenas variações na margem de lucro podem impactar significativamente o preço-alvo, podendo gerar uma variação de cerca de R$ 7,00 por ação.
Projeções e Expectativas para o 1T26
O Bradesco BBI mantém uma visão otimista sobre a melhora da sinistralidade e da margem EBITDA da Hapvida no primeiro trimestre de 2026. No entanto, a empresa ainda enfrenta desafios em relação à base de clientes anual. A companhia deve registrar um déficit de caixa de R$ 65 milhões, impulsionado por um acordo de R$ 200 milhões com o vendedor da NotreDame Intermédica.
A projeção também inclui uma redução líquida de 70 mil beneficiários entre janeiro e março.
Perspectivas para o Futuro: Recuperação Gradual
Para o ano de 2026, o Bradesco BBI estima um crescimento de 8,5% na margem EBITDA, elevando-se para 9,4% em 2027. Apesar dessas projeções, a recuperação da Hapvida deve ocorrer de forma gradual, limitada pela falta de alavancagem operacional e pelo crescimento moderado das receitas.
Iniciativas comerciais no Sudeste também devem ter um impacto mais lento. O banco mantém recomendações de compra para a Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3), com melhorias operacionais, além de uma visão positiva para a Dasa (DASA3) no curto prazo.
Por outro lado, o Bradesco BBI permanece cauteloso com Oncoclínicas (ONCO3) e Qualicorp (QUAL3), devido a desafios operacionais e de crescimento.
Autor(a):
Redação
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