Brasil conquista confiança de investidores globais e lidera em mercados emergentes em 2025

Brasil lidera atração de investidores globais em 2025; Brasil e Coreia do Sul se destacam em mercados emergentes.

06/01/2026 12:53

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(Imagem de reprodução da internet).

O Brasil voltou a atrair a atenção de grandes investidores internacionais. Em um cenário de mercados emergentes cada vez mais seletivo, fundos globais encerraram o ano de 2025 com uma exposição significativa ao país. Esse movimento indica uma leitura favorável em relação a outros destinos tradicionais.

Dados recentes, divulgados nesta terça-feira (6), revelam que apenas dois países alcançaram essa posição acima do índice de referência: Brasil e Coreia do Sul.

Brasil como Escolha Consensual

O mercado brasileiro é classificado como “consensus overweight” – um termo que indica que há mais fundos globais com posições relevantes acima do peso do índice do que gestores subalocados. Essa característica coloca o Brasil em uma posição singular entre os grandes emergentes.

Mercados como China, Índia e Taiwan, que historicamente atraem grandes volumes de capital, mantiveram alocações abaixo da média.

Fluxo Estrangeiro e o Ibovespa

O interesse dos investidores se traduziu em fluxos positivos. Dados do JPMorgan indicam que o Brasil registrou uma entrada líquida de US$ 4,7 bilhões em fundos de ações ao longo de 2025. Esse movimento contribuiu para o desempenho do Ibovespa, que renovou recordes ao longo do ano, em contraste com saídas observadas em outros mercados.

Desempenho Regional e Desafios

Na América Latina, os fundos captaram US$ 5,6 bilhões líquidos em 2025, representando o melhor resultado regional desde o início da década passada. Os ETFs se destacaram com aportes recordes, enquanto fundos ativos enfrentaram resgates expressivos.

Apesar do cenário positivo, a cautela persiste devido às expectativas de inflação elevada e crescimento econômico moderado, com o Produto Interno Bruto (PIB) apresentando dificuldades para superar a marca de 2% ao ano.

Perspectivas e Riscos

A política monetária brasileira apresenta um espaço para cortes de juros, com projeções do Goldman Sachs indicando um ciclo de redução de até 250 pontos-base, levando a taxa básica para 12,5%. No entanto, o ritmo dependerá da desinflação, das condições financeiras globais e do ambiente político.

O principal alerta permanece no campo fiscal, com a expectativa de déficits elevados e dívida pública em trajetória ascendente, mantendo prêmios de risco acima da média regional.

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