Brasil conquista confiança de investidores globais e lidera em mercados emergentes em 2025
Brasil lidera atração de investidores globais em 2025; Brasil e Coreia do Sul se destacam em mercados emergentes.
O Brasil voltou a atrair a atenção de grandes investidores internacionais. Em um cenário de mercados emergentes cada vez mais seletivo, fundos globais encerraram o ano de 2025 com uma exposição significativa ao país. Esse movimento indica uma leitura favorável em relação a outros destinos tradicionais.
Dados recentes, divulgados nesta terça-feira (6), revelam que apenas dois países alcançaram essa posição acima do índice de referência: Brasil e Coreia do Sul.
Brasil como Escolha Consensual
O mercado brasileiro é classificado como “consensus overweight” – um termo que indica que há mais fundos globais com posições relevantes acima do peso do índice do que gestores subalocados. Essa característica coloca o Brasil em uma posição singular entre os grandes emergentes.
Mercados como China, Índia e Taiwan, que historicamente atraem grandes volumes de capital, mantiveram alocações abaixo da média.
Fluxo Estrangeiro e o Ibovespa
O interesse dos investidores se traduziu em fluxos positivos. Dados do JPMorgan indicam que o Brasil registrou uma entrada líquida de US$ 4,7 bilhões em fundos de ações ao longo de 2025. Esse movimento contribuiu para o desempenho do Ibovespa, que renovou recordes ao longo do ano, em contraste com saídas observadas em outros mercados.
Desempenho Regional e Desafios
Na América Latina, os fundos captaram US$ 5,6 bilhões líquidos em 2025, representando o melhor resultado regional desde o início da década passada. Os ETFs se destacaram com aportes recordes, enquanto fundos ativos enfrentaram resgates expressivos.
Apesar do cenário positivo, a cautela persiste devido às expectativas de inflação elevada e crescimento econômico moderado, com o Produto Interno Bruto (PIB) apresentando dificuldades para superar a marca de 2% ao ano.
Perspectivas e Riscos
A política monetária brasileira apresenta um espaço para cortes de juros, com projeções do Goldman Sachs indicando um ciclo de redução de até 250 pontos-base, levando a taxa básica para 12,5%. No entanto, o ritmo dependerá da desinflação, das condições financeiras globais e do ambiente político.
O principal alerta permanece no campo fiscal, com a expectativa de déficits elevados e dívida pública em trajetória ascendente, mantendo prêmios de risco acima da média regional.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real