Brasil Lida com Nova Taxação da China sobre Carne Bovina
O Brasil enfrenta um novo desafio no mercado de exportação de carne bovina com a imposição de cotas por parte da China. A medida, que entra em vigor nesta quinta-feira (1), representa uma restrição significativa às exportações brasileiras da proteína, com validade de três anos.
A China estabeleceu uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para importação de carne bovina. Qualquer exportação que exceda esse volume estará sujeita a uma sobretaxa de 55%, além dos impostos de importação já existentes de 12%.
A China é o principal destino da carne bovina brasileira, o que torna a situação particularmente delicada. Apesar do crescimento das vendas para outros mercados asiáticos, como Indonésia, Vietnã, Cazaquistão e Macau, esses países representam uma fatia muito pequena do volume total exportado pelo Brasil.
Governo Busca Mitigar Impacto da Taxação
O governo brasileiro anunciou que está trabalhando em conjunto com o setor privado e o governo chinês para tentar reduzir os efeitos da nova taxação. A nota conjunta, divulgada na última quarta-feira (31), detalha que o governo monitora a situação de perto e busca defender os interesses dos produtores e trabalhadores do setor.
A nota ressalta que as cotas de importação são instrumentos de defesa comercial, utilizados em casos de aumento repentino de importações. A medida se aplica a importações de qualquer origem, e não tem como objetivo combater práticas comerciais desleis.
O governo enfatiza que o setor pecuário brasileiro tem sido um fornecedor confiável de alimentos para a China, com produtos que atendem a rigorosos padrões sanitários e são competitivos no mercado.
