Brasil: Justiça do Trabalho Ameaça ao Bolso das Empresas em 2026!

Brasil lidera emitos de processos trabalhistas! 😱 Justiça do Trabalho foca em empresas em 2026. Advogada Mayra Saitta alerta: empresários negligenciam detalhes cruciais, gerando riscos enormes! Descubra como evitar a condenação e proteger seu negócio. 🚀

15/02/2026 10:02

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(Imagem de reprodução da internet).

O Brasil continua sendo um dos países com o maior volume de processos trabalhistas. Dados recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que mais de 3 milhões de novas ações são iniciadas anualmente na Justiça do Trabalho. Em 2026, essa questão volta a ser um foco importante para o setor empresarial, devido ao aumento dos riscos jurídicos, financeiros e de reputação associados a práticas que antes eram consideradas “rotina”.

A Percepção Equivocada do Empresário

Mayra Saitta, advogada e empresária fundadora do Grupo Saitta, destaca que uma parcela significativa desse passivo surge de uma compreensão equivocada do empresário sobre o cumprimento das obrigações básicas. Muitos acreditam que apenas seguir o mínimo é suficiente, negligenciando detalhes operacionais cruciais.

Entre esses detalhes, ela cita registros de jornada de trabalho imprecisos, enquadramentos inadequados e contratos genéricos.

Impacto Além da Sentença

O impacto de uma disputa trabalhista não se limita ao valor determinado na sentença. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que custos indiretos, como honorários advocatícios, o tempo da liderança e provisões contábeis, podem comprometer até 4% do faturamento anual de pequenas e médias empresas.

Além disso, a especialista ressalta que o que realmente importa para a Justiça do Trabalho é a realidade da relação entre empregador e empregado.

Análise da Operação

“A Justiça do Trabalho analisa a realidade da relação. Quando a operação não sustenta o contrato, o risco de condenação aumenta”, explica Saitta. O descompasso, segundo ela, frequentemente ocorre em fases de expansão, quando a empresa contrata rapidamente, sem estruturar controles, documentação e rotinas de compliance trabalhista.

Informalidade e Reação Tardia

“Muitos empresários percebem o problema somente quando recebem uma notificação. A partir daí, o custo deixa de ser evitável”, afirma Saitta. A informalidade, na maioria das vezes, surge por falta de um processo formalizado.

Prevenção como Estratégia

Diante da alta litigiosidade, cresce a defesa de uma atuação preventiva. A lógica é reduzir o risco antes que o conflito ocorra. A recomendação é integrar jurídico, contabilidade e gestão de pessoas. “Não é para engessar o negócio. É para criar critérios claros, rotinas auditáveis e decisões alinhadas à legislação e ao dia a dia”, pontua Saitta.

Principais Vulnerabilidades

A especialista destaca que o primeiro passo é mapear as vulnerabilidades que se repetem. Em geral, elas se acumulam sem chamar a atenção e, eventualmente, explodem em uma ação judicial. “Jornadas mal registradas, acúmulo de função e cargos de confiança sem respaldo legal estão entre as principais origens de passivo”, diz.

Contrato que Reflete a Realidade

Outro ponto crucial é o contrato “copiado e colado”. Modelos padronizados e desatualizados não acompanham as mudanças do negócio. Por isso, ela recomenda revisão periódica de funções, metas, remuneração variável e regimes de trabalho. “O contrato precisa refletir o cotidiano do colaborador.

Não pode ser um texto genérico”, ressalta.

Jornada: Evidência é Fundamental

Mesmo com regimes de trabalho flexíveis, a empresa precisa de controle confiável. Registros informais tendem a perder força em uma disputa judicial. Na falta de evidência consistente, a decisão costuma favorecer o empregado. “Se não houver prova robusta, o entendimento tende a favorecer o empregado”, alerta Saitta.

Integração para Reduzir o Passivo

A atuação isolada do jurídico, na visão da especialista, costuma chegar tarde. Já a integração entre RH, contabilidade e liderança muda a dinâmica. Assim, a empresa deixa de reagir apenas quando o processo chega. “Quando essas frentes conversam, a decisão vira estratégica.

E, com isso, o risco cai”, diz.

Conclusão: A Justiça como Variável de Negócio

Para pequenas e médias empresas, a profissionalização costuma avançar com apoio externo. A lógica é acelerar ajustes, padronizar rotinas e criar trilhas de evidência. “Não é só defender processos. É orientar melhor antes de o problema existir”, resume Saitta.

Uma variável permanente do negócio é a Justiça do Trabalho. Ignorá-la custa caro.

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